Contradições nos depoimentos à CPI do Pró-DF

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Contradições nos depoimentos à CPI do Pró-DF

Membros da CPI ouvem testemunha do denunciante de proposta de propina (Foto: Carlos Gandra)

A CPI do Pró-DF ouviu na tarde desta segunda-feira (30) o proprietário da empresa de informática Cermatec, Renato Fonseca, que denunciou ter recebido uma proposta de propina no valor de R$ 200 mil para a liberação de um lote do programa em 2008. O depoimento foi sigiloso, mas segundo informações prestadas por membros da CPI, a propina foi solicitada por uma pessoa chamada Cavalcante. A CPI do Pró-DF foi criada para apurar na Câmara Legislativa irregularidades na execução dos programas do GDF de apoio ao empreendimento produtivo.
De acordo com o empresário, o pedido de propina ocorreu após a assinatura da carta consulta, documento que é a porta de entrada no Pró-DF e que, posteriormente, leva a uma pré-indicação do lote. O empresário apontou como testemunha o consultor João Marcelo Guimarães, que disse ter trabalhado para cerca de 500 clientes interessados em ingressar no programa. O consultor, contudo, não confirmou a afirmação de Renato de que teria testemunhado a assinatura da carta consulta. “Não assisti a assinatura desse documento”.
João Marcelo disse ter visto um documento oficial com a pré-indicação para um lote no trecho 17 do SAI para a Cermatec. No entanto, o documento não estava assinado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, o que gerou uma suspeita dos deputados com relação a sua veracidade. “Vamos marcar uma acareação para acabar com essa contradição e outros pontos de interrogação. Entendo que o primeiro depoente tem que voltar como testemunha”, disse Olair Francisco (PTdoB).
“Mesmo com a contradição temos um bom caminho de investigação. Vamos descobrir quem é esse Cavalcante, se ele é da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, uma vez que o próprio denunciante não conseguiu identificar sua vinculação”, explicou a presidente da CPI, Eliana Pedrosa (DEM). A outra testemunha apresentada pelo empresário, Ulisses dos Santos, funcionário da Cermatec, confirmou que conduziu Cavalcante até a sala de Renato.

Bruno Sodré de Moraes – Coordenadoria de Comunicação Social da CLDF

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