Controladoria-Geral do DF aponta prejuízos do passado que continuaram na atual gestão

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A má gestão sangrou os cofres
públicos em R$ 1,39 bilhão. A cifra preocupante foi calculada pelo primeiro
relatório gerencial de auditoria da Controladoria-Geral do Distrito Federal. O
estudo mapeou danos gritantes na condução de importantes secretarias e órgãos
públicos. O levantamento contemplou a gestão do ex-governador Agnelo Queiroz e
os primeiros meses do governo de Rodrigo Rollemberg. Segundo o estudo, parte
das falhas gerenciais continua aberta e levando ao desperdício do dinheiro
público.


Em relação às
feridas atualmente abertas, o ponto crítico é a folha de pagamentos. As
auditorias revelaram falhas no cálculo dos salários. Conforme o pente-fino, o
prejuízo atual é de R$ 126 milhões. Os danos mais graves foram identificados na
Saúde, onde R$ 75 milhões estariam sendo pagos de forma indevida. A Educação é
o segundo gargalo, desperdiçando R$ 32 milhões. Somadas as duas pastas
respondem por 85% deste problema.

“A gente espera que
isso seja corrigido. A intenção, o trabalho de auditoria é para apontar os
problemas. Os gestores à medida que tomarem conhecimento eles têm que adotar as
medidas para sanar esses problemas. Porque é um ralo que está escoando recursos
públicos”, alertou o Controlador-Geral Adjunto do DF, Renato Alves. 

As auditorias também
mostram contratos “pouco saudáveis”, criados no governo passado e ainda
vigentes na atual gestão.

Em relação ao
governo passado, o relatório mapeou o uso indevido de, aproximadamente,
 R$ 1 bilhão. Nesse sentido, o subsecretário de Controle Interno, Marcos
Tadeu de Andrade, explicou que a equipe de auditores identificaram problemas na
Saúde, Educação, Infraestrutura, Transporte,  shows e eventos. O relatório
aponta indícios de superfaturamento, aquisições desnecessárias, inexecuções
(total ou parcial), passivos não reconhecidos e aditivos contratuais
irregulares. 

“Nesse período foram
feitas diversas inspeções e auditorias especiais que chegam a evidenciar
diversos problemas, várias irregularidades. Elas culminaram em prejuízos reais
ou evitáveis”, reforçou o subsecretario. 

Sem pessoal
Ao final do
levantamento, a Controladoria-Geral revelou outro dado preocupante: a área está
trabalhando com uma força de trabalho insuficiente e incompatível com as
demandas de fiscalização. O Limite mínimo expresso por Lei é de 127 auditores.
Hoje o quadro é de apenas 82.

Sangria precisa
parar
Em relação aos
supostos prejuízos gerados pelo governo anterior, o subsecretário de Controle
Interno, considera que é possível recuperar parte do dinheiro público perdido.
A projeção de recuperação é entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões.   

Para tanto, o Buriti
poderá lançar mão de processos administrativos e judiciais contra os antigos
gestores, bem como poderá suspender e cobrar a devolução de recursos públicos
gastos em contratos irregulares. Segundo  o Controlador-Geral Adjunto, o
relatório é um norte para a melhoria da gestão. “Através dela, o Estado pode
identificar o que está errado, que precisa ser corrigido. Tudo com intuito de
gerar economia dos recursos públicos. Porque eles por natureza são escassos. A
gente precisa aplicar e aplicar bem”, explicou.

Freio

Ao tomar
conhecimento do relatório, o Palácio do Buriti prometeu uma resposta rápida
para frear os gastos indevidos com pagamento de pessoal. “O Governo de Brasília
vai analisar os pontos do relatório e tomará todas as providências ao menor
espaço de tempo possível para sanar possíveis falhas de gestão, que estejam
acarretando prejuízos aos cofres públicos”, prometeu o Buriti, em nota.

Fonte – Francisco Dutra / Jornal de Brasília

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