Corredor paralímpico que começou em Ceilândia, Aniceto dos Santos coleciona medalhas.

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O desejo de alcançar o pódio e ter no peito uma medalha é a força que impulsiona atletas a buscarem a superação. Essa corrida, que muitas vezes é dificultada pela falta de patrocínios, hoje se tornou mais fácil com incentivos do GDF, fato que possibilitou, por exemplo, o corredor paralímpico Aniceto Antônio dos Santos, 37 anos, conquistar diversas vitórias em sua carreira de 26 anos.

Apesar de ter apenas 10% de visão no olho direito, 30% no esquerdo, e usar mais de 10 graus nos óculos, o atleta, que é morador de Samambaia, não desiste diante dos entraves que aparecem no cotidiano desde que entrou para o mundo do atletismo, aos 11 anos de idade.
“Comecei no atletismo por causa de um vizinho, quando morava na Ceilândia, e todo dia ele saia para correr. Eu tinha 11 anos na época e uma vez ele disse que eu não dava conta de correr. Para provar, comecei a correr junto, descalço, e ainda consegui fazer 10km”, lembrou Santos.
A baixa visão, que na infância e adolescência não o atrapalhava, é uma das consequências da hipermetropia, problema que dificulta a visualização clara de objetos a curta distância. Porém, com o passar dos anos, os sintomas tornaram-se mais severos, o que faz com que o atleta trave uma batalha consigo mesmo, a cada dia, para conquistar resultados satisfatórios nas provas de 5 e 10km.
“Não é permitido correr com óculos, mas já sou acostumado e nem sinto tanta dificuldade mais. Por correr sem enxergar, já torci o pé várias vezes, mas mesmo assim continuo tentando e por isso consigo ganhar”, acrescentou o corredor.
As vitórias de Santos, que o faz colecionar medalhas e troféus, foram alcançadas com muito esforço e também com a ajuda de incentivos do GDF. O atleta participou de quatro provas fora do DF, graças a passagens cedidas pelo Programa Compete, que este ano já beneficiou 33 atletas de modalidades individuais além de quatro equipes de futebol, karatê e basquete.
Outra grande conquista é o “Bolsa Atleta Paralímpico”. A partir desse mês Santos começa a receber o auxílio de R$ 1,4 mil destinado à compra de vestuário, alimentos, suplementos e tênis. Esse último item, como é usado com muita frequência, precisa ser trocado a cada três meses.
“Muitas vezes não tenho condições para ir às competições e essa ajuda do Compete é uma das melhores iniciativas que já vi em relação ao esporte. Amo corrida, o atletismo é tudo para mim, e quando corro esqueço dos problemas e me sinto um vencedor. O esporte me proporcionou uma mudança de vida e sou muito agradecido por isso”, disse o corredor, que também é estagiário de direito de um órgão do Executivo Federal.
O “Bolsa Atleta”, que é utilizado por diversos esportistas brasilienses e também de outras unidades da federação, faz parte de um esforço do governador Agnelo Queiroz para melhorar o rendimento dos competidores ao dar-lhes melhores condições de treino e qualidade de vida. A iniciativa, que é festejada hoje pelos atletas, foi criada pelo governador quando exercia, então, mandato de deputado federal.
OPORTUNIDADES – Também atleta, nascida e criada no DF, Ângela Cristina Rebouças Lavalle Vieira, 32 anos, se dedica ao vôlei de praia, esporte em que chegou, em 2003, ao alto nível. Antes, ela praticava vôlei de quadra e também já atuou no karatê e atletismo.
Cheia de medalhas e de uma vasta bagagem de experiências adquiridas em competições nacionais e internacionais, ela, que é sargento temporário do Exército Brasileiro, graduada em administração, e pós-graduada em marketing, garante que os incentivos ao esporte oferecidos pelo GDF são significativos para o acesso ao pódio.
“A nossa capital sempre foi muito ativa, apesar dos recursos de patrocínios serem limitados. Pelo que eu tenho de conhecimento, Brasília está um passo à frente das outras cidades pela organização e pelo incentivo do governo. Isso é bom para os atletas, é bom para todos”, ressaltou a jogadora.
Com o incentivo de R$ 1,8 mil do “Bolsa Atleta”, a esportista pode treinar diariamente e adquirir coisas básicas que dão suporte à sua carreira, como suplementos alimentares e bolas. Diariamente ela treina 1h30 na academia e depois mais 2h nas quadras de areia do Parque da Cidade, que são consideradas “excelentes” por ela.
“Brasília, por conta de não ter praia, as pessoas gostam muito de clubes. Hoje, inclusive, muitos clubes já têm quadra de areia. Aqui no Parque da Cidade temos essa quadra, de boa qualidade, e de graça, que costumamos dizer que é a nossa ‘Copacabana”, nosso ‘Leblon’. Ela mostra uma preocupação do GDF em melhorar a estrutura esportiva da cidade”, frisou.
Aliado ao valor recebido pelo “Bolsa Atleta”, Ângela também é beneficiada pelo Compete, programa que a possibilitou participar de diversas competições no esporte que, segundo ela, proporciona uma realização pessoal.
“Sempre encarei o vôlei como a minha profissão, com muita paixão. Tento fazer o meu melhor, mesmo quando não estou me sentindo bem. Tento viver aqui como um lugar sagrado, a final, não tem resultado se você não tiver dedicação. Você tem que ter disciplina e lutar pelo seu objetivo. Tem que se doar para alcançar os resultados”, concluiu.

Agência Brasília

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