Cresce o número de filiações ao PPS e ao PSB no Distrito Federal.

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Apesar de estar há quase um ano à frente da administração do Distrito Federal, o PT foi a legenda que menos cresceu em número de novos filiados no DF. Foram apenas três inscrições petistas em 2011, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — o prazo para apresentação da lista de novos integrantes encerrou-se em 14 de outubro. O fraco desempenho local contrasta com a situação de destaque da sigla em nível nacional, responsável pelo maior número de integrantes: 155.715. Na outra ponta do ranking de filiações no DF, estão PPS e PSB, com 1.026 e 800, respectivamente. Ambos são da base de sustentação do governador Agnelo Queiroz.

Em comparação com o ano passado, quando ocorreram eleições majoritárias, o número de interessados em integrar o PT caiu consideravelmente: de 8.545 para apenas três em 2011 (Veja quadro). Para o presidente regional da legenda, deputado federal Roberto Policarpo, o número não chega a impressionar e indica uma tendência. “Não temos eleições municipais aqui no ano que vem, por isso, estamos fazendo uma análise criteriosa dos novos pedidos de filiação. Estamos usando como base os critérios do último congresso do partido”, justifica.

Roberto Policarpo ressalta que, pelo fato de o PT ser o partido do governo no DF, é preciso ter um cuidado especial para evitar um inchaço da legenda. Ele garante que, apesar do número praticamente nulo de novas filiações em 2011, existem cerca de 8 mil pedidos em análise pelo diretório regional. Enquanto a sigla não fez um trabalho para arregimentar simpatizantes, outros partidos não esperaram a proximidade com o período de eleição. É o caso do PPS.

A legenda não esconde ter investido nas bases para trazer mais gente aos quadros, conquistando 1.026 adeptos. “Para nós, não importa se é ano eleitoral ou não. Trabalhamos com a ideia de que a política partidária precisa ser feita sempre”, atesta o presidente regional do PPS, Aldo Pinheiro. Ele reforça que houve uma mobilização da militância. Outro partido da base do governo que teve um número considerável de inscritos foi o PSB, do senador Rodrigo Rollemberg, que figura na lista de pré-candidatos ao Palácio do Buriti em 2014.

O terceiro colocado no ranking é de oposição: o DEM, com 255 filiações. Principal aliado do PT no governo do DF, o PMDB aparece numa posição intermediária na lista, a 11ª, graças a 26 novos integrantes. Legenda do senador Cristovam Buarque, o PDT não registrou sequer um adepto em 2011, segundo o TSE.

Para David Fleischer, professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB), o fator eleições municipais pode ter influência direta no fraco desempenho do PT em Brasília. “O partido não deve ter feito uma campanha para arregimentar filiados, enquanto outras siglas devem ter investido. A questão eleitoral explica bem isso, já que, no Brasil, o PT foi o que apresentou maior crescimento no número de filiados”, justifica. O cientista político João Paulo Peixoto acredita que os números do Distrito Federal podem indicar também um certo cansaço com a legenda. “Existem denúncias em nível federal ligadas ao partido e isso pode diminuir o encanto do eleitor com a sigla”, resume.

Fonte: Correio Web

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