Deputado distrital cobra que regras aplicadas para trabalhadores do Carrefour na França sejam as mesmas para os do Brasil.

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Ao fazer uso do comunicado de líderes na sessão ordinária de hoje (8), o deputado Chico Vigilante (PT) falou que hoje pela manhã foi ao Congresso Nacional para o lançamento da agenda legislativa, a convite da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (CONTRACS, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT)). O parlamentar

observou que teve a oportunidade de homenageá-los em função desta agenda legislativa, que são os trabalhadores se posicionando a respeito dos projetos que interessam aos trabalhadores e dos projetos que não interessam aos trabalhadores.


 “Costumam dizer que a classe empresarial faz muito e os trabalhadores fazem pouco, por isso eu fiquei extremamente feliz quando vi essa agenda legislativa da CONTRACS. Estão de parabéns os trabalhadores dos sindicatos de Brasília, as pessoas que integram a CONTRACS, que é filiada à CUT”, ressaltou Chico.

O deputado ressaltou que no material distribuído por eles, durante o café da manhã, tem alguns dados muito interessantes, como por exemplo, o supermercado Carrefour tem 16 mil lojas em 33 países. A multinacional de capital francês está no Brasil desde 1975 e é a maior empresa francesa em atuação no Brasil.

Para se ter uma ideia, a operação brasileira representa 10% do faturamento e é a terceira maior operação do grupo no mundo. No Brasil, o Carrefour está entre as 10 maiores empresas do comércio e coupa a 6ª posição em volume de vendas.

“Entretanto, quando você vai esmiuçar esses números, descobre que mais da metade desses trabalhadores, o correspondente a 55,1% são mulheres, mas apenas 34% ocupam cargos de gerência e 10,5% são diretoras”, observa Chico.

A mão de obra é composta por jovens com idade entre 14 e 29 anos e quase 80% dos trabalhadores possui ensino médio completo e menos de 2,5% possui curso superior.

Para o parlamentar, o que choca e é considerável lamentável é saber que 445 dos trabalhadores estão há menos de dois anos na empresa, o que demonstra  a alta rotatividade. “E o mais grave, no ano de 2010, o Carrefour contratou 20.597 pessoas e demitiu 17.760, portanto, é a demonstração do quanto eles exploram a mão de obra para gerar lucro e mandar divisas lá para fora para sustentar as matrizes deles no exterior”, enfatizou.

Alarmado, Chico Vigilante alerta que o Brasil precisa encontrar parâmetros para barrar as demissões desmotivadas, porque eu duvido que lá na França o Carrefour demita do jeito que demite no Brasil. Não demite. “Portanto, nós queremos pelo menos as normas que estão estabelecidas naquele país que sirva para o nosso também para que os trabalhadores sejam tratados com igualdade”, finalizou Chico.

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