Desabrigados de Ceilândia vão para ginásio e diz faltar apoio do governo

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Moradores que foram retirados do Residencial Nova Jerusalém, após operação de reintegração de posse feita pelo governo do Distrito Federal, passaram a ocupar o ginásio da Guariroba, em Ceilândia. Eles alegam estar sem assistência do governo. O subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular, Acilino Ribeiro, informou que o acordo inicial era de que nenhuma família iria para o ginásio, mas para abrigos ou passassem por triagem para se eleger a receber o auxílio-vulnerabilidade.
“A gente veria como ajudar dentro das possibilidades orçamentárias e jurídicas, como as que poderiam ser incluídas no Morar Bem ou auxilio vulnerabilidade. Quem autorizou essas dez famílias foi inclusive a Administração Regional de Ceilândia.”

Um dos líderes do movimento, Higor Sávio disse que o acordado com o governo foi que dez famílias fossem para o abrigo de esportes, entretanto ele confirma que 250 pessoas já estão no local.
“Elas não têm para onde ir. Tem gente que só está com a roupa do corpo, estamos tendo muita dificuldade em conseguir colchões. A alimentação só é para 24 pessoas por meio do governo. Nossa ideia é continuar resistindo até que alguma coisa seja feita. Queremos uma decisão de acordo com a lei, em que vítimas de remoção têm direito de serem ofertadas imóveis já existentes, e que uma junta de apoio vá ao ginásio.”
O subsecretário disse ao G1 que morar no ginásio não foi autorizado pois já houve casos em que, mesmo o governo oferecendo o local, ninguém apareceu para se instalar após a desocupação. Para Ribeiro, os líderes do movimento estão colocando as pessoas no local para criar pressão mesmo sem condições mínimas.
“Eles estão botando gente lá sem planejamento e condição, agora têm de assumir a responsabilidade por isso. Os moradores mesmo não estão tendo poder de decisão. Além disso, o ginásio tem atividades programadas”, declarou.
A conclusão da derrubada de 357 casas na invasão ocorreu na quarta-feira. Durante a operação, houve conflito entre manifestantes e policiais.
G1

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