A DESPOLITIZAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA NO DF.

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Despolitizar os órgãos de Segurança Pública e fortalecer suas respectivas corregedorias serão duas metas políticas no governo de Agnelo Queiroz. As medidas foram anunciadas na tarde de ontem, durante a posse do novo secretário de Segurança do Distrito Federal, Daniel Lorenz, no Tribunal de Justiça do DF (TJDF). Para Agnelo e Lorenz, a segurança da capital passará a ser técnica e profissional.
“A Secretária de Segurança Pública será fortalecida, despolitizando ao máximo essa instituição, que é secular. Vamos mostrar que ela tem hierarquia, que tem comando”, afirmou Agnelo. “As corregedorias de cada órgão serão fortalecidas para agir em qualquer
desvio. Seremos implacáveis em reprimir qualquer ato que desabone a conduta da Segurança Pública no DF”, completou Lorenz.
A preocupação política com a postura dos órgãos de Segurança tem fundamentos, especialmente dentro da Polícia Civil. Ao longo dos últimos anos, a instituição dividiu-se em diversos feudos políticos que se digladiavam por prestígio e poder.Rusga que ganhou contornos de crise nas investigações do crime da 113 Sul, quando diferentes delegacias disputavam espaço para solucionar o caso. O crime ainda não foi solucionado e a fogueira das vaidades policiais não foi bem vista pela população.
Diversas lideranças da Segurança Pública estiverem presentes na posse de Lorenz. Entre elas o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.Agnelo fez questão de começar seu discurso agradecendo a presença de Barreto, um de seus principais elos com o Governo Federal.A boa relação com a presidente Dilma Rousseff é uma carta na manga que Agnelo não quer perder. Não apenas para solucionar os problemas na Segurança dentro do DF, mas também em relação ao Entorno.
Além dos recursos, o apoio federal é mais um ponto nas futuras negociações sobre os municípios vizinhos da capital com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O governador também fez questão de agradecer a presença do presidente Câmara Legislativa, do deputado Patrício (PT), e dos distritais Doutor Michel (PSL) e Wellington Luiz (PSC) – o primeiro, policial militar e os outros dois delegados da Polícia Civil. Os três parlamentares tem bases eleitorais na Segurança Pública. Patrício pertence ao primeiro escalão da base governista; já Michel e Wellington pertencem ao Grupo dos 14 na Câmara Legislativa.Em seu discurso de despedida, o ex-secretário de Segurança, João Monteiro, não mencionou a recente guerra egos na Polícia Civil. Preferiu destacar os avanços da Segurança Pública em sua gestão.
Francisco Dutra, Jornal de Brasília

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