DF perde de lavada para o seu vizinho Goiás em desenvolvimento econômico

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Projetado para ser um grande polo econômico do DF, o Polo JK ainda não deu o retorno necessário. (Foto: Correio Braziliense) Projetado para ser um grande polo econômico do DF, o Polo JK ainda não deu o retorno necessário. (Foto: Correio Braziliense)

Nos últimos cinco anos, o Distrito Federal apresentou oscilação no âmbito do Índice de Desenvolvimento Econômico (IDECON-DF), diferente de seu vizinho, Goiás, que há alguns anos se mantém em alta, liderando o ranking da região centro-oeste.




O Guardian Notícias teve acesso a uma pesquisa referente ao IDECON-DF, para saber de fato, como está a real situação da Capital Federal nos segmentos produtivos, em comparação a Goiás. Foi constatado na pesquisa, que o DF conseguiu consolidar alguns negócios, mas mesmo assim, frequentemente, o Buriti alega que está sem verba para realizar melhorias na Capital.

Dados: De acordo com resultados obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda mesmo sobre o poder do ex-governador José Roberto Arruda, em 2008 (em relação a 2007) o desenvolvimento econômico do DF consegui atingir cerca de 3,8%, sobre a alta de Goiás, que chegou a 8,0%.

Em 2009, o Distrito Federal conseguiu superar os números de 2008, atingindo 4,0%, com apenas 0,9% de Goiás. Já em 2010, Goiás conseguiu superar todas as expectativas, barrando até a alta de 2008, chegando a 8,8, contra apenas 4,3 do DF.

Especialista: O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques, explicou que a indústria e agropecuária no DF, diferente do Goiás, consegue ter uma diferença exorbitante. “Aqui na Capital Federal falta mais incentivo do governo para dar uma atenção a mais nesses requisitos. Nenhum empresário ou agricultor quer vir para cá, pois se fomos parar para pensar, o DF consegue atingir apenas 10% de produção, ou seja é baixo”, ressalta.

DF: No atual governo, as estimativas não melhoraram. O IDECON-DF registrou redução de 0,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2012. Apesar do setor de serviços ter tido variação positiva de 0,3%, o crescimento não foi suficiente para compensar a queda na indústria e na agropecuária do DF.

“O DF é uma terra de especulações. Para se ter uma produção mais efetiva, é necessário utilizar da matéria-prima, incentivo do governo, mão de obra qualificada e o público eficaz para a compra. Dessas características, Goiás se enquadra em todas, já a Capital, ainda tem muito que crescer e aprender a lidar com negócios de verdade”, explica Marques.

De acordo com o índice, com mais alguns levantamentos feito pelo IBGE, a indústria, que representa 6,55% no Produto Interno Bruto (PIB) local, registrou queda de 8,8% no primeiro trimestre de 2013, em comparação ao mesmo período de 2012.

“O que Goiás tem de bom, é que lá o incentivo que o Governo dá é maior que aqui no DF. Os produtos são extensos. Atualmente, o índice de produção tanto nas indústrias quanto na agropecuária é de 40%. O que mais tem dado verba para os goianos são as empresas automotivas, que expandiram os negócios acima do esperado”, conclui o professor.

Análise: Fato é que, tanto o governo passado, quanto o “Novo Caminho”, não apresentaram nenhum diferencial para mudar o quadro econômico do DF, que continua mostrando uma taxa de desenvolvimento muito baixa em relação a Goiás. O governo goiano, neste caso, está sabendo investir seus recursos e também atrair grandes empresas para seu estado.

Já na Capital Federal, a atual situação é de imobilidade. A preocupação dos “grandões” é para o beneficio próprio e fazer os brasilienses de “capacho”. Enquanto isso, a falta de serviços básicos, aliado ao desemprego, entre outros fatores, contribuem para o lado obscuro, de um governo que tem deixado a população em maus lençóis.

Por Nayara Ribeiro / Guardian Notícias

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