A digital é do Arruda.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

 

A digital é do Arruda Foto: MarceloCasal e Renato Araújo / Agência Brasil e Thyago Arruda

 

Polícia Civil do DF apura suposta fraude no contrato entre o GDF e a empresa para realização do jogo Brasil x Portugal, na reinauguração do estádio Bezerrão, em novembro de 2008. Ricardo Teixeira, Fábio Simão, Aguinaldo de Jesus e o então governador podem ser atingidos pelos desdobramentos da investigação

 
Priscila Mesquita_Brasília247 – O ex-governador José Roberto Arruda está muito apreensivo desde sábado, quando a Polícia Civil do DF esteve na sede da empresa Ailanto Marketing, no Rio de Janeiro, cumprindo mandado de busca e apreensão.
A ação faz parte da investigação que busca apurar suposta fraude no contrato entre o GDF e a empresa para realização do jogo Brasil x Portugal, na reinauguração do estádio Bezerrão, em novembro de 2008. De São Paulo, onde passa a semana, Arruda acompanha as notícias atentamente.
A preocupação de Arruda tem um motivo forte: foi ele próprio que autorizou o pagamento à empresa, conforme constatado à época por alguns deputados distritais, em consulta ao Sistema Integrado de Gestão Governamental (SIGGO).
O ex-governador tomou a atitude diante da recusa do então secretário de Esportes, Aguinaldo de Jesus. Em reunião fechada, depois de terem acesso a parecer da Procuradoria do GDF contrário ao pagamento de R$ 9 milhões à Ailanto Marketing, Aguinaldo disse a Arruda que não iria assinar a ordem de pagamento. 
Os indícios de favorecimento à empresa – cujo capital era de apenas R$ 800 – geraram reação na Câmara Legislativa. A Bancada do PT começou a recolher assinaturas para a criação de uma CPI, mas uma visita do então secretário de Transportes, Alberto Fraga, à Casa, abortou a tentativa.
Aliado de primeira ordem de Arruda na época, Fraga se reuniu com alguns parlamentares no estacionamento da antiga sede da Câmara Legislativa e o recado foi claro: se essa CPI fosse adiante, iria chegar diretamente a Arruda. A base aliada construída pelo então governador era coesa e a CPI não foi para frente. Faltaram três assinaturas.
Procurado pelo Brasilia 247, Alberto Fraga nega a visita à Câmara. “Essa não era a minha área”, explica, referindo-se à Secretaria de Transportes, que chefiava em 2009. “Esse rolo aí é do Fábio Simão”, completa Fraga.
Fábio Simão é outro personagem importante que está sendo investigado pela Polícia Civil. Ex-presidente da Federação Brasiliense de Futebol, amigo de Ricardo Teixeira (presidente da CBF), Simão era a ponte entre o GDF e o meio futebolístico nacional, além de ser, por algum tempo, o coordenador do projeto que trouxe a Copa de 2014 para Brasília.
A investigação terá desdobramentos. E eles podem enterrar de vez a intenção de Arruda de retomar a vida política. Nos últimos meses ele voltou a se articular. Abriu escritório no Setor Bancário Sul. Tem conversado com apoiadores e políticos. Sua capacidade de dar a volta por cima já foi testada, quando conseguiu se eleger o deputado federal proporcionalmente mais bem votado do Brasil depois do escândalo da violação do painel do Senado. As conversas de agora seguem a mesma estratégia, sempre demonstrando humildade. Será que Arruda consegue se reerguer de novo?
Fonte: Brasília 247

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: