Distritais comentam onda de manifestações no Brasil

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As recentes manifestações em diversas cidades do País foram foco de debate no plenário da Câmara Legislativa na tarde desta terça-feira (18). Os parlamentares apoiaram a mobilização popular e comentaram a importância de compreender o movimento que, apenas no dia de ontem, levou cerca de 250 mil manifestantes às ruas com palavras de ordem criticando diferentes aspectos, como o preço das tarifas de transporte público, os gastos com a Copa do Mundo e a corrupção.

O deputado Chico Vigilante (PT) foi o primeiro a tratar do tema na tribuna. O petista destacou a importância das manifestações durante os anos de luta pela redemocratização do Brasil e para os trabalhadores reivindicarem melhores condições. “Apoio os manifestantes, só não concordo com a intolerância de grupos radicais”, afirmou o petista.
Já a líder do governo na Câmara, deputada Arlete Sampaio (PT), se disse intrigada com as manifestações, que revelam um grau de insatisfação que “muitas vezes não é expressa de forma clara”. “Precisamos nos debruçar sobre o significado desses movimentos, que começaram com a insatisfação com o aumento das passagens em São Paulo e a bandeira contra a Copa”, comentou a distrital.
Agaciel Maia (PTC) ressaltou a participação da classe média nas manifestações: “Já havia uma expectativa de que esse segmento viesse a se rebelar, uma vez que o governo federal vem valorizando políticas sociais para as classes menos favorecidas e, por muitos anos, beneficiou os investidores com altas taxas de juros”.
Insatisfação – Para Joe Valle (PSB), as manifestações revelam uma insatisfação da população com os políticos.
Evandro Garla (PRB), por sua vez, apontou o caráter apartidário das manifestações. “A juventude está cansada de muitos políticos. Faço um apelo para que essas grandes discussões tenham continuidade e que o movimento não suma como ocorreu após o impeachment do Collor”, disse.
A falta de lideranças e vínculos com partidos políticos também chamou a atenção do deputado Cláudio Abrantes (PT). O distrital defendeu ser preciso estudar o fenômeno. “Foi um aprendizado, não vejo como um movimento de oposição a um governo, mas como um sentimento generalizado contra a classe política que vem se distanciando da população e dos movimentos sociais”, avaliou.
O deputado Prof. Israel (PEN) foi à tribuna repudiar a classificação dos jovens como “baderneiros”, citando exemplos históricos de insatisfação popular, como a queda da Bastilha. “Os tempos de hoje são outros. Nenhum meio de comunicação vai ser dono da verdade. Os brasileiros foram para as redes sociais e a internet gerou uma manifestação nunca vista antes”, afirmou.
Transporte – A deputada Celina Leão (PSD) destacou a preocupação dos manifestantes com o transporte público e aproveitou para fazer denúncias contra a licitação que o GDF realizou para trocar as empresas que operam o transporte coletivo no DF. “A licitação manteve as mesmas empresas, não aumentou o número de ônibus em circulação e pode levar o governo a ter de subsidiar os valores das passagens para não haver aumento”, reclamou.
Bruno Sodré – Coordenadoria de Comunicação Social CLDF

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