Distritais fogem de legendas sem voto.

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O Partido Ecológico Nacional (PEN) dos rebeldes Doutor Michel, Luzia de Paula e Israel Batista está a um passo da debandada de seus distritais. A legenda é comandada localmente pelo secretário de Justiça Alírio Neto, que deixou o PPS após a legenda romper com o governo de Agnelo Queiroz, mas a situação desagrada alguns dos seus próprios parlamentares. É que o PEN teria coeficiente para eleger apenas um distrital nas eleições de 2014.

Com o risco de não serem reeleitos por conta da nominata fraca, ao menos dois dos três distritais estão deixando o PEN em busca de um partido que crie oportunidades eleitorais.
Sem saída

Doutor Michel, que foi eleito pelo PSL, ainda não tem destino certo, pois não teve acordo com as legendas que negociou. “Se ficar como está, o PEN faz no máximo um distrital, então quem vai querer se arriscar? Os deputados trabalham como malucos para não ter qualquer garantia que serão eleitos”, afirma a fonte, que destaca que Michel só sai para um partido da base: “Depois de comer no cocho dos outros ele não vai abandonar o barco”.
No corredor do outro lado, o deputado  Israel Batista também negocia sua saída o quanto antes para uma nova legenda. Um militante próximo ao distrital, eleito pelo PDT,  garante que o professor já teria se reunido com a Rede da ex-senadora Marina Silva, que ainda encontra dificuldade para ser oficializado. Também falou  com  PC do B, com PV e até com  PSB.
Saída de Valle
O último sofre com rumores sobre a saída de Joe Valle, que nega, mas  estaria negociando uma transferência para a Rede. Caso a ameaça se concretizasse,  Israel seria a aposta para que o partido mantenha ao menos uma cadeira na Câmara Legislativa para a legislatura 2015-2018.
Diga ao PEN que fico

A única distrital a declarar que não deixará o partido foi Luzia de Paula, suplente do secretário de Justiça Alírio Neto. Segundo Luzia, um partido forte se faz com “nomes de peso” e lamenta a saída dos companheiros. “O coeficiente também me preocupa, mas nosso compromisso é com o eleitorado. De repente, com  trabalho bem feito, podemos mudar essa história de partido pequeno”, argumenta Luzia.
Parlamentar com maior número de presenças em Plenário, ela justifica porque não sairá do PEN: “Eu escolhi, quando sai do PPS, estar no PEN. Me identifico com as pautas de defesa do meio ambiente, que é defender a vida”, justifica a deputada, que conclui: “Um partido forte tem tudo para devolver a sociedade o que lhe foi confiado por ela”.
 A saída dos distritais Israel Batista e de Doutor Michel abre brecha para outro nome do PEN, o atual secretário do Entorno Paulo Roriz.
Ele é uma das preocupações para o pleito do ano que vem dos parlamentares, já que tem o sobrenome do ex-governador Joaquim Roriz, hoje sem partido.
Suplente também
Nas eleições de 2010, Paulo Roriz garantiu  coeficiente para ser suplente de Raad Massouh (PR). Segundo fontes, Roriz teria inclusive mobilizado alguns de seus simpatizantes para apressar a Mesa Diretora a abrir o processo de cassação contra o titular da cadeira distrital, mas sem sucesso, já que Raad teria sido informado do ocorrido e cobrado respostas de Paulo Roriz.
Saiba Mais 
O PEN foi criado após o anúncio de que alguns partidos, como o PDT e o PPS, deixariam de apoiar o Buriti.
No ato de criação, deputados que queriam preservar seus cargos dentro do GDF acabaram indo para a legenda a convite de Alírio Neto, que se desligou do PPS e se manteve à frente da Secretaria de Justiça.
 Existiu um motivo adicional para distritais seguiram para o PEN — e para o PSD. É que, como se tratava de novas legendas, poderiam deixar o anterior sem correr risco de perder o manato.



Informou Jornal de Brasília

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