Distrital denuncia ao MP falta de medicamentos em postos de Ceilândia

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Documento com fotos será encaminhado aos promotores para comprovar “o caos na saúde pública do DF”

A presidente da Comissão de Saúde, Liliane Roriz (PRTB), denunciou nesta quinta-feira (05) que há carências de medicamentos em vários pontos de distribuição da Secretaria de Saúde do DF.

Em alguns casos, segundo revelam registros fotográficos da parlamentar, os servidores chegam a relacionar no mural do guichê de atendimento os remédios que estão em falta, que variam de analgésicos a antibióticos. A deputada decidiu encaminhar ao Ministério Público a denúncia que, segundo ela, “comprova o caos na saúde pública do DF”.


De acordo com a distrital, no posto de saúde número 12, localizado na QNQ 03 de Ceilândia, a direção da unidade afixou uma lista que revela a falta de pelo menos 22 medicamentos essenciais. “É extremamente preocupante a situação da saúde pública no DF e não percebemos nenhuma ação direta do governo para reverter esse quadro”, avalia. Segundo Liliane, a relação é extensa: “Faltam antibióticos como amoxilina e azitromicina, além de analgésicos como paracetamol e ibuprofeno. Basta ver na foto que registramos do local”, afirma.

Já no posto de saúde número 06, localizado no Setor P Sul de Ceilândia, outros doze remédios também estão em falta no estoque. Entre eles, cálcio, sulfato ferroso, para tratamento de anemia, e metoprolol, usado para controle de pressão arterial.

O posto de saúde número 04, na QNN 16 de Ceilândia, não há em estoque albendazol XP, para controle e tratamento de verminoses, atenolol, usado para controle de pressão, e ainda a doxiciclina, conhecido para o tratamento da cólera. Só neste posto, são 15 medicamentos em falta. “É muito arriscado um paciente que depende de determinado remédio suspender o tratamento simplesmente pela total falta de controle da atual gestão”, criticou a parlamentar.

No mesmo posto, a gerência informa por meio de cartaz manuscrito que há também a falta de disponibilidade de exames clínicos, como a cultura de urina, que revela a possível existência de bactérias no organismo. Os pacientes que necessitam do recurso eram orientados a voltar apenas na próxima semana, segundo relato da parlamentar.

Liliane, que é autora da lei da Lista Limpa da Saúde, que entre outros itens obriga o governo a divulgar na internet o estoque de medicamentos disponíveis, reclama da demora na regulamentação da regra. “O cidadão está cansado de leis que proíbem isso, proíbem aquilo. Na hora em que é aprovada uma lei para que o governo seja obrigado a prestar um serviço decente à população, acontece essa letargia e incompetência”, esbraveja.

Ascom Deputada Lilliane Roriz

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