Distrital vê ‘lebre por gato’ em negociata e confronta Terracap.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
Foto: Arquivo Notibras
A venda de um lote na QL 24 do Lago Sul – no valor de R$ 106 milhões – promete esquentar ainda mais a batalha entre a endividada Terracap e a Câmara Legislativa. A história deve ganhar novos capítulos na elaboração da Lei de Uso e Ocupação do Solo, a Luos.
Principal voz contrária a comercialização da área da maneira como vem ocorrendo, o deputado distrital Robério Negreiros (PMDB), por meio da Comissão de Meio Ambiente, protocolou emenda modificativa definindo o terreno como equipamento público. Com isso, ali não poderá ser utilizado para uso comercial, como por exemplo, para construir um shopping – o que já é cogitado atualmente.

Em parecer do Ministério Público de Contas do DF, o procurador Demóstenes Albuquerque se posicionou contrário a venda do lote B da QL 24. Ele aponta irregularidades como a ausência de planejamento prévio (estudos ambientais, de viabilidade e impacto) e preço estabelecido abaixo do mercado. Segundo o procurador, a área valeria R$ 162 milhões e não R$ 106 milhões, como a Terracap está pretendendo.
O valor abaixo do mercado tem motivo. Parâmetros usados para definir o preço do terreno no Lago Sul foi o que causou o decréscimo. “Eles usaram cotações de lotes na Ceilândia e Águas Claras para pôr o preço de uma área muito mais valorizada no Lago”, criticou Robério Negreiros. No estudo, foram utilizados 12 terrenos. Apenas um era similar.
Além disso, de acordo com o peemedebista, as terras comparadas seriam para fins institucionais como escola e entidades religiosas, portanto, mais baratas. “O que mais intriga é que o lote B no Lago Sul é o último disponível para venda”, ressaltou.
No Tribunal de Contas do DF (TCDF) o imbróglio dividiu opiniões. Auditores e técnicos da Corte divergiram sobre a legalidade do negócio. E esse embate foi estendido para o plenário. Os conselheiros Paulo Tadeu e Anilcéia Luzia Machado foram favoráveis a venda do lote, enquanto Renato Rainha e Paiva Martins se posicionaram contra.
Presidente do TCDF e voto de minerva, Inácio Magalhães chegou a adiar seu voto por causa da complexidade do assunto. Na última segunda-feira, 14, o deputado distrital Robério reuniu-se com o conselheiro Magalhães. O objetivo do parlamentar era sensibilizá-lo sobre os riscos da venda do lote.
Já no início desta semana Magalhães decidiu favorável a venda, mas com ressalvas. Ele determinou que fosse feito um novo estudo de preço. Com isso, acredita-se que o valor possa chegar a mais de R$ 160 milhões.
O valor não é o único problema. Na terra – que já é objeto de desejo de um proprietário de shopping em Brasília – há nascentes e é uma região brejosa. 
Quem está interessado em comprar o lote – comenta-se que seja o grupo proprietário do Park Shopping -, pode ter prejuízos. Com a determinação, por parte do TCDF, de um novo estudo de preço, o futuro cliente terá que pagar aproximadamente R$ 50 milhões a mais. E depois da Luos aprovada, caso a emenda do deputado Robério Negreiros seja incluída, a área será transformada em Equipamento Público, ou seja, pode virar um parque, impossibilitando o comprador de construir um comércio.
Informou Notibrás

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: