Joaquim Roriz se recolhe e adia pré-candidatura à prefeitura de Luziânia.

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Do Correio Web.

Por meio de assessores, o ex-governador Joaquim Roriz garante que 
vai participar das eleições municipais (Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press
 )
Na data que Joaquim Roriz (PSC) havia programado para lançar sua pré-candidatura à prefeitura de Luziânia (GO), o ex-governador se recolheu. A ideia era transformar a mudança de domicílio eleitoral para o município goiano em um evento marcado para ontem, quando Juscelino Kubitschek faria 109 anos. Mas o ex-governador recuou. Ainda não jogou a toalha sobre a hipótese de concorrer à prefeitura em Goiás. No entanto, há indicativos de que o político pode desistir da meta de participar das eleições no Entorno.

Ao anunciar que ia concorrer em Luziânia, Joaquim Roriz deu uma agitada no cenário eleitoral, que no Distrito Federal vive entressafra, já que na capital da República não existe escolha para prefeito. A revelação de Roriz sobre o desejo de concorrer em Luziânia acabou de certa forma antecipando o debate entre partidos. Dirigentes do PSDB no DF, por exemplo, chiaram diante da possibilidade do político de trocar o PSC pelo PSDB. Integrantes do PMDB e do PTB em Goiás também começaram a discutir a hipótese de abrigar o ex-chefe do Executivo no DF. Mas tudo pode não passar de um balão de ensaio.



Por meio de assessores, o ex-governador Joaquim Roriz garante que vai participar das eleições municipais
O ex-governador não está convicto sobre as vantagens que terá de concorrer às eleições no Entorno. Tomar a decisão de ir seria um sinal de disposição política e uma eventual vitória representaria a manutenção, mesmo que infinitamente mais modesta, da carreira política, que desde 2007 tem murchado em função dos escândalos políticos. Mas entre decidir concorrer e vencer há um caminho de dúvida que Roriz não tem certeza se quer percorrer.

Entre as barreiras que dificultam o percurso do ex-governador está a imposta pela Justiça. Roriz foi impedido de concorrer em 2010 porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o considerou ficha suja. Mas o caso dele, no entanto, não está consumado. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda precisa se pronunciar se ocorrências como a do ex-governador do DF — que renunciou ao mandato de senador para escapar de processo de cassação — se enquadram na Lei Complementar nº 135, mesmo que praticadas anteriormente à vigência das novas regras.

Opiniões divididas
Parte do grupo político que acompanha Roriz há anos considera que a briga é boa e que valeria a pena para manter Roriz na ativa, pois ele poderia concorrer em Luziânia no ano que vem e voltar para o DF em 2014. Mas a equipe está rachada. Pessoas próximas ao ex-governador defendem que a ida dele será um tiro no pé, um desgaste desnecessário para a saúde e para o bolso, pois Roriz teria de fazer campanha e, além do mais, estaria abandonando seu fiel eleitorado no DF. Familiares de Roriz fazem coro com os colaboradores mais críticos à investida dele no interior, pois avaliam que a movimentação de uma campanha poderia prejudicar suas condições de saúde. Roriz faz diálise pelo menos três vezes na semana.

Diante da dúvida, Roriz adiou sua decisão de mudar o título eleitoral. Por meio de seu assessor de imprensa, Paulo Fona, o ex-governador confirmou que não havia iniciado o processo de transferência. Disse que tem até 3 de outubro para fazer isso e que quer participar das eleições municipais e ajudar no pleito em Goiás. Mas, a contar pelos discretos movimentos, pode ser que Roriz participe da disputa municipal de longe.

Prazo
Data-limite para a troca de domicílio eleitoral de quem pretende se candidatar às eleições municipais. O prazo é o de um ano antes da realização do pleito, em 2012.

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