Doadoras para campanha de Jaqueline como distrital em 2006 são investigadas

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Desde que o escândalo estourou, Jaqueline não aparece em público (Paulo de Araújo/CB/D.A Press - 2/3/11 )
Desde que o escândalo estourou, Jaqueline não aparece em público

Empresas que fizeram doação para a campanha de Jaqueline Roriz (PMN), quando ela concorreu ao cargo de distrital, são investigadas por envolvimento com a Caixa de Pandora. Citadas por Durval Barbosa em vários trechos de seu depoimento ao Ministério Público, a Patamar Manutenção de Domínios Ltda. e a Sapiens Tecnologia de Informação Ltda. ajudaram Jaqueline em 2006 com a quantia de R$ 100 mil — Patamar (R$ 75 mil) e Sapiens (R$ 25 mil). As duas firmas receberam quantias milionárias em contratos durante o governo de Joaquim Roriz (PSC) e, agora, estão na mira das investigações sobre a Caixa de Pandora. 

Entre 2005 e 2006, os dois últimos anos da gestão Roriz, a Patamar arrebanhou R$ 25,9 milhões em parceria com o GDF. Os contratos eram feitos justamente com a Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan), presidida por Durval e considerada o foco dos esquemas de corrupção denunciados pelo próprio ex-integrante do governo. A Sapiens, por sua vez, foi contemplada com contratos ainda mais valiosos, que somaram R$ 68,3 milhões. Toda essa quantia era concentrada nos convênios com a Codeplan. 

Especializadas em tecnologia da informação, as duas empresas estão no Inquérito nº 650 do Superior Tribunal de Justiça, que investiga as denúncias da Caixa de Pandora. As firmas respondem a vários processos no Tribunal de Contas (TCDF) e no Tribunal de Justiça do DF (TJDF), por dispensa ilegal de licitação. Só no TCDF tramitam cinco ações em desfavor da Sapiens.

Condenação
Contra a Patamar, há ainda uma condenação pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, que julgou procedente uma representação que aplica multa de R$ 4,8 milhões à empresa e proíbe a firma de participar de licitação do poder público. Isso porque a Patamar fez doações para várias campanhas de políticos além do limite permitido por lei, que é de 2% do faturamento bruto da pessoa jurídica. 

Em depoimento ao Ministério Público, Durval afirmou que a Sapiens e a Patamar contribuíram com R$ 1,25 milhão para a campanha do ex-governador José Roberto Arruda, dinheiro que teria sido pago por meio da AB Produções, empresa que na época ficou encarregada de produzir vídeos dos programas eleitorais de Arruda. 
Relatório da CPI da Codeplan na Câmara Legislativa informa que a Patamar é de propriedade de Jovair Ribeiro da Silva, irmão de Messias Ribeiro, que no relatório da CPI dos Bingos do Senado foi identificado como um conhecido “empresário do jogo do bicho em Goiás”. Em 2006, a Patamar doou para a campanha de outros candidatos: Benedito Domingos (R$ 45 mil), Izalci Lucas (R$ 50 mil), Laerte Bessa (R$ 45 mil) e Jofran Frejat (R$ 95 mil).


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