Documentário “RAP, O canto da Ceilândia” é exibido em abertura de festival de breaking

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O cineasta Adirley Queirós apresentou hoje no Sesc Ceilândia o documentário “RAP, O canto da Ceilândia” de sua autoria na abertura do festival “Quando as ruas chamam”, o documentário é um Diálogo com quatro consagrados artistas do Rap nacional (X, Jamaika, Marquim e Japão), todos moradores da Ceilândia. O filme mostra a trajetória desses integrantes no universo da música e faz um paralelo com a construção da cidade onde moram. São artistas que vêem no Rap a única forma de revelar seus sentimentos e de se auto-afirmar enquanto moradores da periferia. Alunos de escolas de Ceilândia, rappers de vários estados e também da Bolívia prestigiaram o evento que contou com a participação do rapper Japão do Viela 17


“Em 2005 eu tinha que fazer um trabalho final para me formar na universidade. O filme que fizemos se chamou Rap, o Canto da Ceilândia. Demos muita sorte porque na época surgiu um projeto no qual as escolas de cinema iriam transformar um curta filmado em digital em película, para tentar colocá-lo em festivais. Naquele ano foi feito um concurso dentro da UnB e eu ganhei. Nós colocamos o filme no Festival de Cinema de Brasília, ele estreou lá e ganhou os dois prêmios de melhor filme, pelo júri oficial e pelo júri popular.



Nessa época não tínhamos equipamento e usávamos o material da UnB, mas eu só podia pegar ele à noite ou nos finais de semana. A gente trazia esse material para Ceilândia, cidade-satélite de Brasília onde eu moro. Então quando eu vinha para Ceilândia era encantador ter aqueles equipamentos. Ao mesmo tempo em que fazíamos o filme, mostrávamos para as pessoas como funcionavam aqueles equipamentos. A partir dali foi surgindo a Ceicine (Coletivo de Cinema em Ceilândia). Essas pessoas que vinham ver os equipamentos nunca tinham tido contato com o cinema, não iam a salas de cinema nem produziam cinema, e eles começaram a se interessar pelo processo do cinema.” afirmou Adirley, que é morador de Ceilândia. 


Quando as ruas Chamam 


Com o enorme êxito da primeira edição do Festival “Quando as ruas chamam”, realizada em 2011 com o apoio do FAC, o grupo In Steps- organizador do evento, sentiu-se com a responsabilidade majorada de preparar a segunda edição deste Festival, que já vem sendo considerado um dos maiores do país no segmento de dança breaking. Através da excelente repercussão do evento realizado em 2011, o qual atraiu grupos de vários estados brasileiros, o interesse dos adeptos ao Hip Hop pelo Festival brasiliense cresceu até mesmo fora do país.
Berço do hip hop, não poderia ser outro local no Distrito Federal que não fosse a Ceilândia, para sediar o Festival Quando as Ruas Chamam. O propósito é resgatar e promover a dança breaking na sua mais pura essência, valorizando as heranças e fusões que determinam este estilo, tais como raízes latinas e negras, as quais são evidentes em toda a festa.
Quase duas centenas de vídeos concorrentes foram enviados e analisados pela produção.
No final de semana de 29 a 31 de agosto Bboys e Bgirls de todo o país, já classificados nas eliminatórias estaduais e através de vídeos enviados e analisados pelos jurados, disputam 16 categorias.Uma média de 70 dançarinos vão concorrer a 7 vagas para início dessa disputa que funciona em forma de fila.
Além das outras categorias, existem duas que concedem o direito democrático a todos os dançarinos presentes de competir, mesmo os que não participaram do processo seletivo: uma categoria para crianças e outra para adolescentes até 15 anos. Fechando com chave de ouro, a apresentação das oito categorias do Festival vai ocorrer uma batalha show.
Participando oficialmente das batalhas: DF, BA, SP, RJ, MG, GO, ES, MT, PB, AL, SE, PR, PA, CE, PE, RS
Isto sem contar com a vinda de dançarinos da Bolívia, do Paraguai e de outros estados brasileiros que participam das rodas livres do evento!
O evento acontece nos dias 29,30 e 31 de agosto.
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