Drenagem e contenção de águas pluviais estão em andamento no Sol Nascente

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Iniciadas em fevereiro, as obras de urbanização do Trecho I do Sol Nascente, em Ceilândia, devem ganhar velocidade com o fim da estação chuvosa. A estiagem facilita trabalhos como a construção do sistema de drenagem, que envolve escavação de terra. Os investimentos de R$ 41,5 milhões também propiciarão a construção de lagoas de contenção de águas pluviais, a pavimentação e a colocação de meios-fios.
“O projeto é bom, completo e vai dar mais conforto à população”, avalia o subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, Fernando Chagas. Ele explica que, na segunda etapa, está prevista a instalação de equipamentos públicos ligados à saúde, à segurança ou à educação.
As benfeitorias incluídas na primeira etapa têm prazo de 540 dias para serem entregues, contados a partir do início das obras, em fevereiro, o que significa que estarão prontas em meados de 2016. O investimento vai beneficiar 100 mil moradores e tem recursos oriundos de empréstimo firmado pelo governo de Brasília com a Caixa Econômica Federal.
Além da urgência necessária para garantir o financiamento — se não fosse utilizado ainda neste ano, o repasse seria cancelado —, o governo lidou com invasões, que somavam 443 edificações de madeira ou alvenaria. No local onde hoje se veem as duas enormes bacias de contenção de águas da chuva, havia, até o início do ano, um loteamento irregular com 86 barracos: “À época em que o projeto foi elaborado, o número de interferências era mínimo”, conta o subsecretário.

Enxurradas

“A gente fica triste por um momento, porque se coloca no lugar daquelas pessoas”, diz Rita Adriano sobre as remoções dos barracos, feitas entre fevereiro e março. “Mas sabendo que (a ocupação) era irregular e que tiraram para fazer obras de melhoria, tem que fazer mesmo”, acredita a dona de casa de 46 anos.
Moradora do Setor de Chácaras do Sol Nascente há oito anos, Rita entende bem a necessidade do escoamento adequado das águas pluviais. “Quando chove, fica tudo alagado, é difícil até de chegar em casa”, lamenta. “Nem precisa ser chuva forte”, completa o vizinho Edicarlos de Sousa. “Muita gente acabou perdendo tudo, mas, como as obras estavam planejadas, o correto é sair mesmo”, reflete o vendedor autônomo de 40 anos, que chegou à região em 2006.
O motorista Luis Eduardo da Silva, de 39 anos, destaca que os invasores tinham noção de que poderiam ser removidos: “O pessoal sabia que ali ia ser feito colégio, a parte de saúde, mas acabaram enganados pelos grileiros”. Silva, há dez anos no local, conta que sofreu prejuízos em duas enxurradas e comemora a chegada dos investimentos de drenagem. “Com essa captação de águas pluviais, vai ficar bom pra gente.”

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