Durex é usado como esparadrapo no Hospital Regional de Ceilândia

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[Metrópoles] Uma semana após o GDF comemorar vitória na Câmara Legislativa com a aprovação do projeto de criação do Instituto Hospital de Base de Brasília, a falta de insumos básicos ainda é realidade nas unidades de saúde do Distrito Federal. Na manhã desta segunda-feira (26/6), um servidor registrou o momento em que precisou utilizar durex para prender a agulha do soro que ministrava a um paciente internado no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
De acordo com o servidor, não existe esparadrapo nem fita hipoalergênica na unidade. O material é usado para fazer curativos, ataduras ou simplesmente fixar sondas ou agulhas durante a aplicação de soro. De acordo com a fonte ouvida pela reportagem, com a falta do material, as equipes que atuam na emergência precisaram improvisar.
A preocupação dos servidores é com uma possível contaminação que o material pode causar, já que o produto não é esterilizado.
Procurada pela reportagem para comentar o caso, a Secretaria de Saúde confirmou que as fitas adesivas estão em falta. “A direção do HRC está apurando se foi utilizado durex no braço de pacientes. Caso tenha ocorrido o uso, foi uma maneira indevida de atendimento. O reabastecimento de esparadrapo está previsto para julho”.
Ainda segundo a pasta, “a direção do Hospital Regional de Ceilândia informa que existem outras formas de substituição do esparadrapo, a unidade trabalha com micropore, TH Derme e o curativo transparente”.
O episódio registrado no HRC nesta segunda (26) tem se repetido por toda a rede pública de saúde. Nos últimos meses, várias reportagens publicadas pelo Metrópoles mostraram como, devido à falta dos mais diversos materiais, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem têm improvisado durante os atendimentos para conseguir atender a população. Os casos vão desde máscaras feitas com gaze até ventiladores domésticos sendo usados para secar roupas de cama.
*Carlos Carone do portal Metrópoles

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