Eleições 2012 entorno do DF e outros.

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Favoritismo de Lêda Borges tem rejeição como obstáculo
Lêda Borges (PSDB): favorita, com ajuda de Marconi Perillo.
Adolfo Lopes (PMN) acredita no bom senso da oposição
A disputa pela prefeitura de Valparaíso, no Entorno do Dis­trito Federal, começa a formar os blocos que vão desfilar para os eleitores, assim que a justiça eleitoral der sinal verde. Os ensaios dos enredos podem ser ouvidos em vários cantos da cidade, mas a agremiação que toca o bumbo mais alto e chama mais a atenção do público, é a da prefeita Lêda Borges (PSDB). Favorita nas pesquisas encomendadas por ela para medir a percepção do público, se o tema reeleição agrada elei­tores/expectadores. “A oposição alardeia que a rejeição da prefeita é alta, mas temos nossas pesquisas internas, séria que não é bem assim. Hoje a rejeição não passa de 27%, isso por conta das chuvas que destrói o asfalto antigo, gerando transtorno e reclamações”, pondera o secretário de Saúde, Francisco Carvalho. Ele disse que o governador Marconi liberou uma verba de R$ 6 milhões para o município recuperar ruas esburacadas. “Temos mais R$ 4 milhões só para asfalto novo”.

Francisco avalia que a oposição não terá discurso para contrapor os benefícios recebidos pelo go­verno de Goiás e a prefeitura. “Vamos desmistificar esta história de que Valparaíso não reelege prefeito”, desafia.

Os opositores — Uma das escolas opositora de Lêda Borges, liderada pelo vereador Walter Mattos (PPL), tenta costurar acordo com outros blocos para ver se consegue competir na avenida do voto. Ele queria ter o PMDB como aliado, mas a turma do presidente do partido, Beto Mazocco e o empresário Elson do Varejão, não endossaram a aliança costurada por Iris Rezende e o ex-deputado Marcelo Melo, para ter o vice-prefeito Adolfo Lopes (PMN) como candidato de oposição. Walter agora tenta costurar apoio com o PR, só que o único vereador do partido, Afrânio Pimentel, ronda a quadra de Lêda para ser seu vice.

“O bloco de oposição não se une, por isso Lêda mantém os holofotes focados nela”, lamenta um destes opositores. Não é o que pensa o grupo liderado pelo ‘dissidente’, Adolfo Lopes (PMN). “Nossa avaliação é a de que a prefeita não vai conseguir reverter a alta rejeição administrativa que a persegue. À medida que as conversas avançam, a possibilidade do nome do vice-prefeito aglutinar partidos fora da base aumenta”, conta um aliado de Adolfo.

Do lado do PT, a eterna candidata dos Bites, professora Lucimar (PT), espécie de Anita Garibaldi às avessas “pois não aglutina ninguém por conta do radicalismo e imposição da família em ter um Bites no poder, só faz barulho. Não tem projeto, só ideologia, mesmo assim, sonha com o apoio de Agnelo Queiroz”, conta um vereador da base de Lêda.

O PT do DF, do qual Lucimar imagina vir em seu socorro, acha o partido fraquíssimo em Valparaíso e que nunca saiu do comando dos Bites, portanto fica difícil levantar fundos para uma campanha quase solo. Na conta dos formuladores do partido, tanto de Goiás como do DF, Lucimar nunca passou dos 30% dos votos, sendo assim, não existe vantagem em dar apoio maciço a uma candidata sem chances de alcançar a linha de chegada.

O ex-prefeito José Valdécio tem votos, mas está impedido pela justiça e, para manter-se em evidência, deve lançar a filha Ângela Pessoa (PSC) na disputa. Especulações avaliam que Valdécio quer é negociar a vice para a filha, espécie de jóia da coroa cobiçada por todo candidato a prefeito.

O PSD liderado pelo médico Adriano Ibiapina e o secretário geral pessedista, Elifas Barros, optou pelo compasso de espera. “Nosso projeto já conta com uma nominata de 12 nomes capitaneados entre vários segmentos da sociedade de Valparaíso. Soma-se a este projeto, o apoio dos deputados federais, Vilmar Rocha, Thiago Peixoto, Armando Vergilio e também dos estaduais”. Elifas disse existe uma orientação para lançar candidatura própria, caso não haja uma negociação que contemple a importância do partido no contexto estadual e federal. “Temos o em­presário Walter Alfredo como alternativa para ser cabeça de chapa. Ele é um dos pioneiros do município, foi administrador da Rodoviária do Plano Piloto por 9 anos e sempre lutou pelo desenvolvimento da cidade”.

Adolfo Lopes articula — O vice-prefeito e pré-candidato a prefeito, Adolfo Lopes (PMN), não cansa de bater na tecla de que, “unidos, somos fortes”. Para ele, é possível aglutinar partidos que estão próximos ao povo e ouvem a insatisfação dos cidadãos na derrota à prefeita. “Será o tostão contra os milhões gastos pela prefeita, mas que já não conta com a simpatia dos cidadãos simples e humildes. Tenho certeza de que, assim que fecharmos um acordo com outros partidos, vamos reverter o quadro de otimismo que reina na prefeitura”.

David Leite de novo na mira do MP
A Justiça acatou o pedido de liminar impetrado pelo promotor Daniel Naiff da Fonseca, para que o prefeito de Santo Antônio do Descoberto, David Leite (PR) “seja penalizado por descumprimento da ordem ju­dicial para manutenção do funcionamento do Procon”. De acordo com o promotor, em março de 2010, foi proposta ação civil pública para que a prefeitura aparelhasse o Procon, sendo elencados pelo Judiciário local os equipamentos mínimos necessários ao funcionamento do órgão, fixando como medida coercitiva ao descumprimento da ordem, o pagamento de multa mensal, no valor de R$ 1mil. David não cumpriu.

Procurado inúmeras vezes pelo Jornal Opção na quinta-feira, 19, por telefone, só caia na caixa postal.

No final do ano passado, David Leite juntamente com o chefe da tesouraria da prefeitura, Roberto Diniz e a secretária de Assistência Social, Sônia Maria Moreno, também foi acionado pelo promotor de Justiça André Wagner Melgaço Reis, pela prática de ato de improbidade.

A improbidade se deu, conforme explica o promotor, em razão da não regularização, mes­mo após recomendação do MP, do pagamento dos salários dos conselheiros tutelares e corpo administrativo, da falta de estrutura física e de manutenção do órgão.

Santo Antônio do Descoberto
Socialistas apostam em Bem Neto
Mais um brasiliense quer se aventurar na política do Entorno. Desta vez é o PSB do empresário andarilho, Jú­nior Friboi apostando na candidatura do consultor em mer­cado financeiro, Bem Neto. “Acredito no projeto que o Júnior tem para Goiás e na região do Entorno”, dis­se ele para lideranças e jornalistas na semana passada. Teceu críticas ao governo de Marconi Perillo, mas não apontou nenhuma solução para os problemas.

Jornal Opção conversou com uma liderança política de Santo Antônio do Des­coberto, que por enquanto, negocia a possível candidatura pelo PSD a prefeito do município e rebateu às críticas com o seguinte argumento: “O Entorno tem presença do governo de Goiás em centenas de ações, tanto em ajuda às prefeituras como à população. Só que as de­mandas não serão resolvidas só por Goiás. O Distrito Federal é parte desta solução”.

Alex Batista prensado entre duas mulheres
Mesmo sendo o favorito para se reeleger em Cidade Ocidental, Alex Batista (P­SD), terá duas mulheres tentando acabar com o favoritismo: a tucana Sônia Melo e a petebista Giselle Araújo. Na avaliação dos marqueteiros de Alex, Sônia ainda é uma ameaça distante, mas Giselle preocupa. “Ele tem potencial e pode complicar a reeleição de Alex”.

O prefeito está monitorando todo mês a evolução das duas concorrentes. Nas pesquisas internas encomendadas por ele, a vantagem per­manece em torno de 15% na frente das duas.

Jornal Opção

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