Em Águas Lindas, Homem está a quase 24 horas morto dentro da casa

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 TVCMN – Antônio Francisco Rodrigues 36 anos, natural de Tianguá-CE, faleceu ontem 25/06 por volta das 14h00m, supostamente de morte natural, mas até hoje 26/05 10h00m, o corpo ainda está sobre um colchão e coberto com um lençol, dentro de casa. O senhor Francisco Pinto Rodrigues, pai de Antônio, disse já não ter mais lágrimas para chorar, e que o sofrimento da perda do filho, foi multiplicado muitas vezes, diante da situação, de ter que estar vendo o corpo dele naquele estado de abandono social. Ele conta que antes de morrer, Antônio estava no Setor-8 quando passou mau e foi socorrido por ambulância do SAMU, que o levou para sua casa, e então pediu que levassem seu filho para o Hospital Bom Jesus, mas a equipe disse que não ia adiantar porque lá só estava atendendo casos graves. O pai disse que insistiu, mas ouviu dos socorristas que ele só estava embriagado. Seu Francisco não teve mais como argumentar com os membros da equipe do SAMU, e recebeu o filho. Ele disse que daí em diante, o filho piorou e passou a sentir uma forte dor abdominal, vindo a falecer.

           Adonias de Souza que é amigo da família, disse não está acreditando no tamanho da falta de respeito com um ser humano, só porque é pobre. Rodrigo Pinto 17 anos, que é irmão de Antônio, disse não entender porque tanta desumanidade  com o seu irmão. Francisco das Chagas 38 anos, amigo de Antônio, está desde ontem sofrendo com a situação triste que a família passa. Antônio Martins 29 anos, é irmão e era muito apegado com ele, chorava e disse não estar entendo o por que de tudo isso.

           Eliane Rodrigues 28 anos, também irmã  de Antônio, estava chegando do CIOPS, e deu a notícia de que lá estava sem Delegado, e por isso a documentação teria que ser levada em Luziânia onde seria assinada por uma Delegada, mas não soube informar se depois disso o corpo ia ser liberado. Marizete da Silva 24 anos, mora com a família e está sofrendo com a dor do descaso que todos estão passando. 
          O que nossa equipe viu foi muita pobreza,  cenas tristes, desolação, humilhação, que nenhum ser humano deveria passar. As criancinhas andavam pela casa, entravam no quarto onde o tio estava morto e olhavam como se nada estivesse acontecendo. Toda aquela extrema pobreza, deixou nossa equipe sem saber o que fazer, mas os familiares, impotentes diante dos poderes públicos, pediram para que mostrássemos aquilo que estavam passando. Vimos e filmamos muitas coisas, mas preferiríamos não termos nos deparado com aquelas cenas. Mesmo acostumados a lidar com a violência urbana, ainda não conhecíamos a violência social. Isso é vergonhoso.

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