Em áudio, comandante da PM diz que policiais civis voltaram da greve com o rabo entre as pernas.

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Em meio às tratativas do governo com o comando da PMDF, que reivindica melhores salários, surge um elemento capaz de dificultar ainda mais a busca por uma solução para o problema de segurança no DF.
O blog teve acesso a duas notas (veja abaixo) e um áudio (acima) que o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) vai divulgar na tarde desta terça-feira (11).
Em uma das notas (1), os policiais civis avisam que vão cobrar do governo aumento de salário nos patamares aos que estão, supostamente, sendo negociados com a PM.
Na outra nota (2), repudiam um pronunciamento do comandante da PM, Anderson Moura, à corporação em início de fevereiro. No áudio, Moura demonstra preocupação com a perda de confiança da PM junto à opinião pública. Ele usa como exemplo a greve dos policiais civis e diz que a categoria voltou do movimento “com o rabo entre as pernas”.
“Nós perdemos a legitimidade de pedir qualquer coisa, porque quando você perde a opinião pública, perde o direito de pedir. Assim aconteceu com outras categorias. Basta lembrar que a Polícia Civil teve que voltar com o rabo entre as pernas porque não teve o apoio da opinião pública. Nós temos que reverter esse quadro”, disse Anderson Moura aos seus policiais.
Na gravação, o comandante da PM ainda afirma que a negociação com o governo precisa ficar centralizada no comando, que não é candidato à nada e que, se a mosca azul lhe picar, os colegas não devem votar nele.
“Não sou candidato à nada, se for mordido pela mosca azul, não votem em mim. Meu interesse é resolver os nossos problemas, estou na corporação há 25 anos. Aqui investi  a minha vida, aqui vou ficar. Minha próxima profissão é ser motorista dos meus filhos.”
Moura faz um apelo a seus comandados. Diz que precisa do apoio dos policiais para ter capacidade de negociação.
“Serei forte ou fraco, depende dos senhores. Sei da minha capacidade. A força do comandante vem dos seus policiais. Se resgatarmos a opinião pública, tenho certeza de que vou chegar no governo falando grosso”, afirma.
Em um ofício que será encaminhado nesta terça (11) a Agnelo Queiroz, os policiais civis sobem o tom e ameaçam marcar assembleia caso o governador conceda benefícios aos militares sem rever os acordos com os policiais civis.
Em 2012, a Polícia Civil ficou 84 dias em greve. Na época, foi dado aumento de 15,8% à categoria, percentual parcelado em três anos (2013, 2014 e 2015). O acordo, na época, previa, segundo os policiais, o reconhecimento da atividade como de nível superior e a renomeação dos cargos de agente penitenciário, o que lhes daria o direito de retornar à Polícia Civil. De acordo com o Sinpol, no entanto, a negociação não foi cumprida.
Leia as notas que serão divulgadas pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol):
NOTA 1
Desde o fim da greve em 2012, os policiais civis têm pautado sua conduta pela legalidade e negociado junto às autoridades constituídas. Porém, os resultados esperados pela categoria não ocorreram. Em hipótese alguma, admitiremos tratamento diferenciado entre as carreiras integrantes da Segurança Pública que são mantidas e organizadas pela União.
Policiais civis mobilizados pelos seus direitos!
Sinpol-DF, nossa vitória será sempre proporcional à nossa luta.
NOTA 2
NOTA DE REPÚDIO AO PRONUNCIAMENTO DO COMANDANTE DA PM-DF.
Em relação ao que manifestou o Comandante da PMDF ao afirmar que no último movimento dos policiais civis estes saíram com o rabo no meio das pernas, temos a dizer que:
A última greve de nossa categoria durou exatos 84 dias de luta, sem prejuízo da confiança que a população deposita em nossos policiais e sempre respeitando os direitos de todo cidadão. Nenhum crime de natureza grave deixou de ser registrado, com a devida apuração e elucidação de todos os crimes que causaram repercussão social. Durante nossa greve, jamais celebramos mortes ou buscamos vitória sobre a elevação dos índices que comprovavam o aumento da violência. Sobre o mesmo tema, jamais usamos das redes sociais para amedrontar a população e sempre mostramos nossos rostos e objetivos de modo muito claro, sem a necessidade do anonimato ou de máscaras.
Arguimos ainda que temos o respeito da população ao ponto de sermos a Polícia Civil mais confiável do Brasil, segundo recentes pesquisas publicada em conceituada revista de circulação nacional.
E, ao contrario do que disse o comandante da PMDF, não voltamos com o rabo entre as pernas. Travamos o bom combate e, em respeito à população e após longo período de debate com o GDF, optamos por retornar ao trabalho de cabeça erguida e moral mais elevada ainda.
Senhor comandante da PMDF, infeliz manifestação. Péssimo exemplo para seus comandados.
SINPOL-DF, nossa vitória será sempre proporcional a nossa luta.
Informou Veja Brasília

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