Em Ceilândia, ambulância circula graças a “vaquinha” de servidores

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O SindSaúde-DF apurou nesta
quarta-feira (23), denúncias de prejuízos causados pela falta de combustível
para abastecer os carros da Secretaria de Saúde. Amostras de exames que
deveriam ter sido encaminhadas de São Sebastião para análise no Hospital Materno
Infantil de Brasília (HMIB) foram perdidas por falta de transporte. Além disso,
o carro que leva roupas da regional para serem lavadas no Paranoá precisou ser
abastecido de forma incorreta com galão galão impróprio. O apoio aos usuários
que fazem hemodiálise também foi prejudicado e até mesmo uma doação de órgãos
não pôde ser feita.

A paciente Karla Vegas foi
surpreendida ontem com a informação de que o transporte para a clínica na qual
faz hemodiálise três vezes por semana estava suspenso e sem previsão de
regularização. “Ligaram avisando que não teria, falaram que parou de rodar porque
não tinha gasolina. A gente fica revoltada, muitos não têm condição de pegar
ônibus e nossas vidas dependem disso”, lastimou. No Paranoá, não foi possível
doar os órgãos de um homem com morte cerebral, pois o exame necessário para dar
prosseguimento à doação é feito no Hospital de Base (HBDF).

Casos não são isolados


Em menos de 24 horas, muitos problemas foram causados pelo desabastecimento dos
veículos. Ontem (22), o sindicato denunciou a situação do SAMU, que deixou de
transportar pacientes em Santa Maria pelo mesmo motivo. Em Ceilândia a
ambulância local ainda circulava graças a servidores que se uniram para comprar
gasolina.

O absurdo não é novidade e já causou vítima fatal. Há um mês, um paciente
morreu por não conseguir transferência do Hospital Regional de Planaltina (HRP)
para uma unidade particular. Segundo a família não havia dinheiro para
abastecer o veículo que faria o traslado.

A situação teria começado porque a prestadora do serviço não mais autorizou o
abastecimento dos veículos do governo. “A empresa não tem musculatura para
manter o serviço quando o governo para de pagar. Que contrato é esse que podem
simplesmente abandonar os pacientes ao leu? É a mesma coisa que acontece com a
Sanoli na alimentação”, compara Marli Rodrigues, presidente do sindicato. “Isso
já começou irregular pela escolha do posto conveniado, onde a gasolina é muito
mais cara do que em outros. É o desperdício de um dinheiro que poderia render
ainda mais combustível. A gestão terá que explicar essa situação”, ressalta Marli.
O SindSaúde-DF apurou que enquanto o GDF paga em torno de R$3,59 em um litro de
gasolina, é possível encontra-lo por até R$3,29 em postos vizinhos.

“O secretário de Saúde é um irresponsável, deveria dar um presente de Natal
para a população e voltar para o Senado, pois os hospitais só pioraram com a
sua incompetência”, avaliou. “Este governo mostra cada dia mais que não tem
respeito pelos pacientes, servidores e, acima de tudo, pela vida. A ingerência
do Estado chegou a tal ponto que a população morre por falta do mais básico. O
SindSaúde não se calará diante
de tamanho descaso”, garantiu.


*Informações SindSaúde

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