Em Ceilândia, Casa do Cantador celebrou os 29 anos

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“Faço repente e poesia
desde que nasci”, garante o potiguar de Encanto (RN), Geraldo Pereira, de
55 anos. Morador de Águas Lindas (GO) há 22 anos, Geraldinho, como é conhecido
no meio artístico, frequenta a Casa do Cantador, em Ceilândia, desde a
inauguração do espaço, em 1986. “Aqui é a casa da cultura
nordestina”, destaca o comerciante.

Geraldinho
conta que o local já abrigou grandes nomes do repente brasileiro. “Zé
Cardoso, Geraldo Amancio, todos passaram por aqui”, elenca o artista. Ele
reforça que, além dos cantadores, o espaço abriga forrozeiros, sanfoneiros e
outros músicos regionais desde o início das atividades. “Para nós é muito
gratificante ter um lugar como esse para chamarmos de casa”, declara.

Aos
77 anos, o sanfoneiro Zé Paraíba orgulha-se ao falar de sua trajetória de 55
anos de forró. “Já gravei 65 discos e 740 músicas”, afirma.
Apadrinhado por ninguém menos que Luiz Gonzaga, com quem tocou de 1957 a 1980,
o músico chegou à Casa do Cantador em 1997, por meio do convite do então governador
do DF e atual senador Cristovam Buarque (PDT), para fazer uma apresentação.
“Toquei aqui (em Brasília) e decidi ficar”, explica o sanfoneiro.
 

Zé Paraíba, que mora com os dois filhos em São Sebastião, define o lugar como o
“coração de Ceilândia”. “É aqui que gostamos de ficar, nossa
referência, nosso lar”, afirma o paraibano de São José de Piranhas. Em
2014, o músico lançou um CD e um DVD em comemoração aos mais de 50 anos de
carreira. “Tocar é um vício. Só deixamos a profissão quando morrermos.”


Festival

Neste fim de semana, Ceilândia comemorou os 29 anos da Casa do Cantador, na QNN
32, com música, folclore, teatro mamulengo, literatura de cordel e outras
expressões artísticas do Nordeste. Só no sábado (21), cerca de 800 pessoas
passaram pelo Festival Regional de Cultura Popular, segundo o diretor da casa,
Francisco de Assis Chagas Filho.


“Para o ano
que vem, esperamos uma grande festa de 30 anos. Além disso, pretendemos trazer
de volta projetos como a Sexta do Repente e o Sabadão do Forró”, adianta o
diretor.

A
iniciativa foi da Administração de Ceilândia, da Associação dos Cantadores
Repentistas e Escritores Populares do DF e Entorno e da Associação dos
Forrozeiros do Distrito Federal, com o apoio da Quadrilha Sanfona Lascada.

História

A Casa do Cantador é considerada o “palácio da poesia e da literatura de
cordel” no Distrito Federal. Foi inaugurada em 9 de novembro de 1986 e
está localizada na QNN 32, em Ceilândia — região administrativa que concentra a
maioria dos imigrantes do Nordeste em Brasília.


O
local é palco de apresentações de cantores de repente e embolada, exposições de
culinária e cultura nordestina, oficinas de música e trabalhos de inclusão
digital. Nas décadas de 1980 e 1990 recebeu nomes como Luiz Gonzaga e
Dominguinhos.

O
espaço conta também com uma biblioteca batizada em homenagem ao poeta popular
cearense Patativa do Assaré, na qual é possível encontrar um grande acervo de
cordéis e exemplares de expoentes da literatura nordestina, como Jorge Amado e
Ariano Suassuna.

Casa do
Cantador

QNN 32,
Área Especial, Ceilândia Sul

Visitação
de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas


(61)
3378-5067
Agência Brasília

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