Em defesa das mulheres do campo.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
                                                              Fotos: Bayron Valença
A Sessão Solene que lançou a Marcha das Margaridas, proposta pela deputada distrital Rejane Pitanga, foi marcada pelas lembranças da trajetória sindical de Margarida Maria Alves, brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983. Há 28 anos, Margarida lutava contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária.
A distrital afirmou que a Marcha das Margaridas reforça o importante papel das mulheres como protagonistas de um novo tempo, especialmente no momento em que pela primeira vez na história do país elegeu-se a primeira mulher para presidência da República. “A homenagem significa o reconhecimento à todas as mulheres do campo e da floresta que cotidianamente travam a luta em defesa da igualdade de oportunidades, da agricultura familiar, do acesso à terra, da reforma agrária, da produção sustentável, do meio ambiente, e a verdadeira luta pela vida”, disse.
Visibilidade Política
A Marcha foi lançada em agosto de 2000 e tem como objetivo principal inserir a mulher no processo de discussão na construção de políticas públicas e na luta pela igualdade de gênero.
“É considerada a maior expressão de organização que ultrapassou as fronteiras do campo e chegou a cidade. É um processo de construção baseado na luta pela independência das mulheres ”, disse a secretária de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores, Maria da Graça de Sousa ao referir-se à Marcha.
A secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura Carmem Helena Ferreira, avaliou que a chegada das mulheres do meio rural em Brasília para a Marcha das Margaridas, significa a busca pela autonomia política e o anseio por melhores condições de vida.
Apoio Governamental
A secretária de Mulheres Olgamir Amância, defendeu que o Governo do Distrito Federal reconhece a importância da Marcha no sentido de dar visibilidade à luta das mulheres brasileiras. “É a Marcha de todos que buscam um país justo, que trate as mulheres com igualdade”, disse.
Por fim, a primeira dama Ilza Queiroz, reafirmou o compromisso do governador Agnelo Queiroz na garantia do direito das mulheres do campo e contra qualquer tipo de preconceito e citou ações e programas do governo de apoio à luta das mulheres como, a criação da Secretaria de Mulheres, a criação da Casa Abrigo e o lançamento do programa Rede Mulher Cidadã Rural.
“A Marcha das Margaridas representa não só os anseios das mulheres do campo e da floresta, mas os anseios de todas as mulheres e homens do nosso país uma vez que traduz o sonho de um país com justiça social, com distribuição de renda, com saúde e educação pública de qualidade, com trabalho decente e salário digno”, finalizou Pitanga.
Marcha das Margaridas
Lançada em 2000, a Marcha das Margaridas é realizada sempre em agosto, mês em que foi brutalmente assassinada, há 28 anos, a líder sindical Margarida Maria Alves.
Em 2007, a 3ª edição da Marcha das Margaridas, reuniu em Brasília cerca de 50 mil trabalhadoras rurais de todo o Brasil. A pauta de reivindicação girou em torno de temas como combate à violência, soberania e segurança alimentar e nutricional, trabalho, renda, economia solidária, entre outros.
Este ano, são esperadas cerca de 100 mil mulheres que marcharão a favor do desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. A pauta de 2011 tem como principais eixos: a biodiversidade e democratização dos recursos naturais; terra, água e agroecologia; soberania e segurança alimentar e nutricional; autonomia econômica, trabalho, emprego e renda; saúde pública e direitos reprodutivos; educação não sexista, sexualidade e violência; democracia, poder e participação política.
 
Fotos: Bayron Valença

Deixe uma resposta

Posts Relacionados

%d blogueiros gostam disto: