Em depoimento, suspeito diz que menino tentou salvar a irmã antes de serem queimados em Ceilândia.

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O assassino confesso das duas crianças de Ceilândia (DF), Rômulo Sebastião do Nascimento Souza, de 21 anos, contou em depoimento que o menino João Guilherme, de 9 anos, tentou salvar a irmã Driele Santos, de 13 anos, do incêndio criminoso na casa deles na última segunda-feira (12)
O depoimento do suspeito de atear fogo na casa e matar as duas crianças durou cerca de cinco horas. Segundo os relatos de Souza, Driele segurou o braço dele quando tentava levar o notebook da família. Para contê-la, ele a trancou em um quarto, amarrou os braços e pescoço com o fio do carregador de celular e colocou fogo em um colchão. Na tentativa de defender a irmã, o menino pegou uma faca de mesa na cozinha. Souza percebeu a ação e trancou João em outro quarto. Como o menino gritava, ele amarrou uma sacola na boca do menor e ateou fogo em um lençol.


Antes de sair da casa, o suspeito achou uma garrafa de álcool e ateou fogo no sofá da sala. Segundo ele, as imagens das câmeras de segurança em que ele aparece nas proximidades da casa, foram feitas antes do crime, quando ele esteve na casa e recebeu parte da dívida, que seria o motivo para os assassinatos. O irmão das vítimas, Marcos Paulo, teria pago uma parte e combinaram que o restante do pagamento seria feito depois. No entanto, Souza resolveu voltar até a casa para pegar alguns objetos como forma de pagamento.

Não tem passagem pela polícia, mas especialistas em direito criminal ouvidos pela reportagem da Record Brasília acreditam que ele pode pegar até 60 anos de prisão porque as mortes tiveram três qualificações: crueldade, motivo fútil e sem chance de defesa da vítima.

O crime 

Rômulo Nascimento confessou ser o autor do crime por causa de um dívida de R$ 40. Segundo o homem, o irmão mais velho das crianças devia R$ 140 da compra de artesanatos. Mensagens trocadas em uma rede social mostra que ele havia recebido R$ 100 e faltavam R$ 40. As crianças foram encontradas queimadas com as mãos amarradas para trás. Rômulo colocou obstáculos na porta dos quartos para impedir a saída das crianças.  

O assassino confesso disse ao delegado que investiga o caso, Johnson Kenedy Monteiro, que apenas queria assustar as vítimas. 

A mãe das crianças disse que havia notado que o assassino, amigo do filho mais velho, observava muito a casa quando entrava no local. A mulher chegou a comentar com o marido sobre a atitude suspeita do rapaz. Márcia Santos desconfiou da observação contínua e chegou a esconder o tablet do filho morto por Rômulo Sebastião do Nascimento Souza, por suspeita de que ele pudesse roubar o aparelho.
R7

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