Em entrevista, o secretário de Governo do DF, Paulo Tadeu, explica como a articulação política irá “mudar a cara do DF”.

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O secretário de Governo, Paulo Tadeu, enfoca compromisso da gestão em estabelecer constantemente um canal democrático e reforça que o foco do seu trabalho permanece na politica. Em entrevista à AGÊNCIA BRASÍLIA, ele detalha a sintonia entre os poderes Executivo e Legislativo e aborda a importância do planejamento estratégico desenvolvido na Secretaria de Governo.
Natural de Sobradinho (DF), Paulo Tadeu formou-se técnico em edificação pelo Senai e é bacharel em arquivologia pela Universidade de Brasília. Servidor público licenciado da Companhia Energética de Brasília, elegeu-se em 2010 deputado federal e, no começo de 2011 foi nomeado secretário de Estado de Governo do DF.
Qual balanço o senhor faz sobre a atuação da Secretaria de Governo nesses 15 primeiros meses de gestão?
A nossa secretaria cumpre o papel de articulação política e cumpriu papel importante da organização da gestão. Foi através da Secretaria de Governo que se estabeleceu o planejamento estratégico que depois foi aprovado em lei através do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDO) e também do orçamento que está em vigor esse ano. Fazer um planejamento estratégico e colocar isso em lei não é qualquer coisa. Inclusive é um fato inédito, se comparado a outros estados e municípios. Queremos, a partir de agora, começar a colher os frutos desse planejamento estratégico, dessa articulação com várias secretarias. Portanto, temos a convicção de que muito foi feito, mas muito há que se fazer para o próximo período. Queremos atingir os objetivos centrais desse governo, que são: mudar a cara do Distrito Federal e continuar desenvolvendo uma política realmente transparente e honesta, para melhorar a vida das pessoas. Eu não tenho dúvida nenhuma que a Secretaria de Governo, a Casa Civil e a Governadoria estão empenhadas e, de maneira unitária, vamos fazer isso.
Como o senhor avalia o Conselho de Governo, instalado no fim do ano passado?
A instalação do Conselho é mais uma etapa que o governo está construindo de uma democracia participativa em nossa cidade. A participação da população nos destinos do governo é fundamental inclusive para o próprio sucesso da nossa gestão. Ter um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social funcionando, com possibilidade de acordo social, para que possamos estabelecer uma série de políticas públicas, demonstra o compromisso do governo em estabelecer um canal democrático e em resolver os problemas da cidade.
Com as recentes mudanças na estrutura das secretarias de Estado do DF, o foco do senhor ficará mais centrado na articulação política? Quais são as expectativas?
Nossa responsabilidade não mudou nada. No início do governo existiam a Secretaria de Governo e a Casa Civil. No quinto mês de gestão, o governador Agnelo Queiroz tomou a decisão de fazer a unificação para dar, naquele momento, uma determinada agilidade e unidade entre a ação política e a ação de gestão. Agora, o governador  decidiu dividir novamente, recriando a Casa Civil e mantendo a Secretaria de Governo, com o objetivo de melhorar o foco na política e na gestão. Achei correta a posição do governador. Não tenho dúvida nenhuma de que a vinda do Berger dará uma agilidade e uma melhor coordenada na área da gestão.
E como será feita a coordenação?
Vamos ficar com a coordenação da área política juntamente com o próprio governador, porque é fundamental que a gente tenha a capacidade de entender que a gestão é necessária e fundamental para levar à população os benefícios de uma política pública realmente voltada para os seus interesses. Porém, vamos traduzir isso através de ações políticas – vai ser esse o nosso papel, seja na Câmara Legislativa, seja nos demais setores, com o governo federal, com as administrações, nas cidades ou com os agentes de desenvolvimento social. Vamos estar presentes articulando.  
Como sua experiência como deputado tem favorecido a sintonia entre o GDF e a Câmara Legislativa?
É fundamental que a gente mantenha sempre uma relação de forma republicana, transparente e honesta como Poder Legislativo. Neste momento, temos que reconhecer o excelente trabalho que o parlamento local tem feito na defesa das políticas públicas, com votações importantes de projetos que estão melhorando a vida das pessoas. Essa unidade entre os poderes Executivo e Legislativo em prol da sociedade é o que, de fato, vai fazer com que a classe política do DF, que passou durante muito tempo em um clima completo de crise e de vergonha, possa agora mostrar uma outra face de uma política com “P” maiúsculo.
Outra mudança é que, agora, a Secretaria de Governo é responsável pelas políticas para a juventude. Como o GDF vai trabalhar as políticas públicas para essa parcela da população? 
É fundamental que a gente traga para o centro das decisões políticas os nossos jovens que hoje recebem as maiores cargas das desigualdades sociais. Se analisarmos, veremos que é entre os jovens que existem os maiores índices de desemprego, de aumento de consumo de drogas e de desilusão em relação à própria perspectiva de futuro. Quando o governador coloca para a Secretaria de Governo a tarefa de coordenar as políticas da juventude eu reconheço, neste momento, que aumenta muito a nossa responsabilidade. Nós temos que trazer os jovens para os destinos da sociedade e criar canais de diálogo com eles. Vai ser esse o nosso objetivo central: trazer a juventude ao debate para encontrarmos caminhos necessários para uma boa politica pública.

Fonte: Agencia Brasília / Foto: Pedro Ventura

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