Em Goiás, Delegado sugere que PM2 atue na Delegacia de Homicídio.

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Jornal Opção – Na semana passada, como de praxe, o Jornal Opção recebeu três delegados de polícia para conversas sobre vários assuntos, como a crise da segurança pública de Goiás. Um dos delegados apresentou uma ideia, que inicialmente pareceu heterodoxa, mas ele mesmo explicou que já foi posta em prática.

“O secretário de Segurança Pública deveria colocar especialistas da PM 2, o serviço de Inteligência da Polícia Militar, na Delegacia de Homicídios. Não se trata de esvaziar o trabalho dos delegados, e sim de potencializá-lo. O esquema funcionou muito bem na Deic e na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos. Seria uma cooperação de curto, médio ou longo prazo — dependendo das investigações. A PM 2 poderia fazer um trabalho operacional-logístico para a Polícia Civil. Se fizer, vai aparecer muita coisa. A PM 2 é eficiente.”

Um delegado mais jovem, apontado como um investigador altamente qualitativo, afirma que a união das polícias torna o trabalho mais eficiente. “É fundamental agregar conhecimento e experiência”, frisa. “Antes de fazer qualquer investigação, estudo bem o caso, depois converso com delegados mais experimentados e mantenho longas conversas com policiais militares especializados na área de Inteligência — sempre com muito proveito.”
Como enfrentar a onda de violência. “Dizer que a ‘onda’ é nacional é tapar o sol com a peneira. Porque, embora a violência seja mesmo nacional, há gradações. Há Estados que estão combatendo a violência de modo mais adequado. Em Goiás, nota-se que a bandidagem deu um passo à frente. O motivo? Os criminosos são espertos e mantém, de maneira rudimentar, seu próprio sistema de informação. Eles sabem que, no momento, a estrutura das polícias está falida”, afirma um delegado com anos de experiência. Outro delegado corrobora: “Os criminosos estão com muita confiança de que podem agir e que não serão molestados. Eles estão desafiando os policiais. A notícia de que a polícia é fraca corre e os bandidos locais e de outros Estados passam a assaltar e, mesmo, a matar à luz do dia”.
Um delegado critica o secretário por assumir o cargo e depois viajar. “Ele não trocou nem cadeiras de lugar, quanto mais pessoas, e, além disso, ainda viaja. Não pegou bem. A polícia comentou muito. Mesmo assim, nós, da polícia, temos de apoiá-lo. O governador Marconi Perillo, político que tem autoridade e mantém bom relacionamento com as polícias, tem de pedir mais empenho dos policiais, tem de cobrar um esforço coletivo.”

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