Entorno do DF: Eleições 2012 e outros.

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Marcelo Melo: aposta na terceira via unindo PT e PMDB na disputa por Luziânia
Ainda faltam oito meses para as eleições municipais, mas os grupos políticos de todos os rincões do País já traçam planos e amarram alianças que vão, desde agora, até 2014, quando será travado o grande embate eleitoral pelo Brasil afora. Em Luziânia, principal município do Entorno do Distrito Federal, segundo maior exportador de Goiás, portanto, estratégico para todos os partidos que sonham em subir ao pódium político em 2014, a disputa eleitoral toma novos rumos.
O prefeito Célio Silveira (PSDB), maior liderança política da região, se desdobra para eleger seu sucessor, vice-prefeito Eliseu Melo (PSDB). Para isso, tenta contornar obstáculos como o deputado estadual Cristovão Tormin (PSD), líder nas pesquisas, mas que patina na média de 32% de intenção de votos. “Este número não assusta Eliseu que, sem dizer que é candidato, captura 12% na intenção de votos contra o líder que há mais de um ano batalha seu nome junto à população”, analisa Célio.

O obstáculo que mais preocupava o prefeito parece cada vez mais distante: Marcelo Melo (PMDB). Ex-deputado fe­­­­deral, ex-candidato na chapa de vice-governador de Iris Rezende e atualmente numa diretoria da Conab, ainda não tinha definido o caminho político que iria tomar.

Na semana passada, após uma conversa com lideranças do PT e principalmente com o PMDB, Marcelo Melo, convencido até pelo vice-presidente da Re­pú­blica, Michel Temer, aceitou ser o pré-candidato a prefeito de Lu­ziânia. “Por enquanto não vou fazer declaração neste sentido porque ainda não tive uma conversa definitiva com o diretório local do PT. Devemos nos reunir nos próximos dias para acertar detalhes para formalizar a aliança”, despista Marcelo. O Jornal Opção apurou com fontes próximas aos dois partidos que já está praticamente definido que Mar­celo será candidato a prefeito e Didi Viana, vice.

Na avaliação do grupo, existe espaço para uma terceira via, pois a disputa está polarizada entre Cristovão Tormin e Eliseu Melo. “Este quadro realmente favorece meu nome pela minha história no município, pelo trabalho que sempre desenvolvi e a manifestação que recebo nas ruas, mas como disse, a definição não de­pende só de minha vontade. Te­mos compromissos com o PT e outros partidos”, pondera. Para ele, o importante é que o seu gesto contribua para melhorar ainda mais os indicadores de desenvolvimento, não só de Luziânia, mas de todo o Entorno. E dá uma pista de que vai topar o desafio de disputar a prefeitura: “Penso um pouco diferente da maioria das pessoas que veem a região como um bolsão de miséria e problemas. Acredito que, com bons projetos e o esforço dos três níveis de governo, podemos avançar rumo a uma solução a médio e longo prazo”.

O mais cotado para ser companheiro de chapa de Marcelo Melo é o radialista e líder do PT no município Didi Viana. “Conversei com o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, e o deputado federal Ru­bens Otoni e eles me pediram para manter o acordo. Quanto ser o vice ou não, depende de uma decisão do diretório. Se for indicado, terei o maior prazer em participar desta empreitada com o Marcelo.” Neste acordo deve entrar a negociação para que Luziânia tenha candidato a deputado estadual indicado pelo grupo. Provavelmente um do PMDB e outro do PT.

Didi acrescenta que a aprovação e popularidade de Célio estão em baixa mesmo com um conjunto de obras entregues à população, o que não vai ajudar o can­­­­didato tucano. “Será muito difícil essa transferência de votos”, acredita. 

Consolidada esta aliança, mesmo com o apoio de 15 partidos, Eliseu Melo e Cristovão Tormin perdem votos nas famílias de ambos, incluindo os Roriz. “Célio já havia percebido que teria dificuldades em trazer Marcelo para seu grupo e por isso, contrariando a cúpula tucana, fechou acordo com o PSB, o mais aguerrido adversário tucano na atual quadra de apostas política. Diante deste novo cenário, Tormin fica prensado entre Eliseu e Marcelo, tendo ainda o complicador da falta de tempo no horário gratuito do TRE, fundamental num município com 90% de concentração urbana. O que mais temia pode acontecer: ficar isolado e sem alianças de peso para apoiá-lo.
 
Attié e Faiad selam parcerias do Bolsa Futuro
 
O prefeito de Cristalina, Luiz Carlos Attié (PSD), e o secretário de Ciência e Tecnologia, Mauro Faiad, celebram acordo de parceria para a execução do programa Bolsa Futuro. O projeto desenvolvido pelo governo de Goiás incentiva a qualificação de mão de obra, preparando os jovens para o mercado de trabalho. Após inscrição num dos cursos oferecidos, o aluno recebe 75 reais mensais a título de auxílio financeiro.

O prefeito Luiz Attié recebeu na tarde de sexta-feira, 3, o secretário Mauro Faiad, para o lançamento do programa. Durante a cerimônia, Attié anunciou que além dos 75 reais concedidos pelo Estado aos inscritos do programa, os cristalinenses contarão com um acréscimo de 55 reais repassados pela prefeitura. “Nosso município depende de mão de obra especializada para suprir o crescente desenvolvimento econômico, principalmente na agroindústria.”

Mauro Faiad disse que o governo de Goiás, por meio da Sectec, que não quer que nenhum cidadão que tenha direito ao benefício, fique sem a Bolsa Futuro. “Uma cidade como Cristalina, que alcançou a posição de segunda maior geradora de emprego no Estado, não pode deixar que falte qualificação aos seus cidadãos; se precisarmos de 1,5 mil em Cris­talina, eu me comprometo a consegui-las”, afirmou o secretário.
 
PSB nos braços de Lêda Borges
 
A prefeita Lêda Borges leva a melhor e fica com o apoio do PSB em Valparaíso. O acordo foi costurado com o prefeito de Luziânia, Célio Silveira (PSDB), amigo pessoal do líder socialista Júnior do Friboi.

Diante deste quadro, só resta às oposições juntarem as forças ou guardar os instrumentos de batucada para, no final da eleição deste ano, saudar a reeleição tucana. Divididos como estão, sem um nome com credibilidade junto à população para en­frentar o bico comprido de Lêda, fica difícil desbancá-la do trono, mesmo com índices de rejeição, ela leva a melhor. “A salvação seria lançar a professora Lucimar do PT, Adolfo Lopes (PMN), líderes como o ex-prefeito José Valdécio e outras lideranças, formando um bloco realmente competitivo”, ob­serva um marqueteiro que já atuou em Valparaíso.

É inegável o esforço de Adolfo Lopes para construir uma candidatura, mas a tendência das lideranças do mu­nicípio ainda é muito clientelista, vai onde está o poder.
 
“Cida do Gelo não empolga mais ninguém”
 
Eleita sob a expectativa de renovar a política de Alexânia, Cida do Gelo (PSDB) enfrenta dificuldades para construir uma aliança em torno da reeleição. Tanto o PMDB quanto o PP, articulam nomes visando minar as forças de Cida. “Ela não conseguiu acompanhar o ritmo de desenvolvimento do município. Nem a indústria moveleira e o Distrito Industrial decolaram por falta de ações políticas da prefeita”, critica um dos postulantes ao cargo dela.”Ela não empolga mais ninguém, como mostram os índices de rejeição.”

Alexânia hoje tem um potencial hídrico e turístico grande por causa do Lago de Corumbá, praticamente tomado pela especulação imobiliária que vende chácaras e lotes para moradores do Distrito Federal. “Não existe uma ação que aproveite este potencial econômico”, critica o adversário da prefeita.
Wilson Silvestre para o Jornal Opção.

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