Entorno do DF: Eleições 2012 e outros.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Petista “desgarrado” faz oposição
Dos dez vereadores que compõem a Câmara Legislativa de Cidade Ocidental, sete são da base do prefeito Alex Batista (PSD). Dos demais, só um de fato tem incomodado o prefeito batendo bumbo e anunciando o “fim das irregularidades praticadas pelo executivo”. Trata-se do vereador Paulo Rogério, único representante do PT que não aceitou coligar com Alex. “Até hoje não entendi a reação do vereador, já que o acordo foi selado com o diretório local e com apoio do deputado federal Rubens Otoni. Imagino que ele queria ser o candidato a prefeito, mas o PT deve ter tido outro entendimento”, pondera Alex.

Para o presidente da Câmara de Vereadores, Geraldo Vas­concelos (PRTB), a situação em Cidade Ocidental ainda “é um tanto confusa, havendo espaço para uma terceira via”. Ele analisa que o prefeito, mesmo liderando as pesquisas, pode ter problemas se surgir um nome que não seja o da ex-prefeita Sônia Melo (PSDB) ou de Giselle Araújo (P­TB), viúva do ex-prefeito Plínio Araújo. “Tanto Sônia como Gi­selle não terão facilidades na disputa porque o prefeito tem a máquina pública sob controle e serviço a mostrar.”

Alex Batista diz que as duas pré-candidatas vão ter muito trabalho para explicar à população  “os erros administrativos do passado”. Ele faz referência à administração de Sônia e do ex-prefeito Araújo, que segundo ele deixaram vários abacaxis para serem descascados. “Parte de denúncias atribuídas à minha gestão é oriunda do passado e isto será levado ao conhecimento da população no momento certo.” Quanto às ameaças do vereador Paulo Rogério, Alex disse que responde com muito trabalho. “Não posso ficar amedrontado com fofocas do povo nem da oposição. Quando chegam até a mim, mostro meu esforço para instalar mais duas agências bancárias na cidade, uma da Caixa e outra do Banco do Brasil, além disso, já está bem adiantada a conversa para instalar um cartório extrajudicial na comarca. Sem contar dezenas de obras espalhadas pela cidade.” Alex negocia também a compra de uma grande área para instalar uma unidade da UFG no município.

Sobre a disputa eleitoral, Alex já fechou acordo com vários partidos e seu grupo contabiliza 130 nomes para a chapa de vereador. “Podemos chegar a ter o apoio de 18 partidos.”

Luziânia
A novela pela disputa da cadeira de prefeito do município mais importante do Entorno, Luziânia, entra em fase decisiva nesta semana. O acordo selado entre PT/PMDB só aguarda uma decisão do ex-deputado federal Marcelo Melo, sobre se vai disputar a prefeitura ou se alia com o deputado estadual Cristóvão Tormin (PSD), aceitando a oferta de vice. “Nós estamos meio reféns desta decisão, mas uma coisa é certa: o bloco PT/PMDB está sacramentado, conforme acertado em reunião recentemente em minha casa”, afirmou a principal liderança petista de Luziânia, radialista Didi Viana.
Havendo mudanças nesta conversa, por enquanto informal, as coisas podem complicar pelo lado de Cristóvão, pois perderia o apoio do PT e do PMDB, aliados que têm um considerável capital político. “Se isto acontecer, acredito que a polarização migra para o nosso grupo contra o do Dr. Célio. Isso é tudo que o prefeito deseja, isolando Tormin”, avalia uma fonte ligada ao grupo de Marcelo. Esta possibilidade está dando insônia no deputado Cristóvão, uma vez que mesmo liderando as pesquisas com boa margem de segurança, se perder o apoio do bloco PT/PMDB suas chances mínguam na reta final.

Cristóvão pressiona para que o acordo seja formalizado o mais rápido possível, mas Marcelo ainda não teve tempo para sentar à mesa de negociação, por causa do excesso de demandas na Conab, onde é diretor de Operações e Abastecimento e está respondendo também por outra diretoria nas férias do titular. “A questão maior nesta negociação é quem vai ser o vice, tanto de Cristóvão, se fechar o acordo, ou em nosso bloco”, avalia Didi. Especula-se que o deputado federal Rubens Otoni vai lançar Didi candidato a prefeito.

O ponto nevrálgico desta equação é amarrar um acordo para 2014, tanto para Marcelo Melo, que deseja voltar à Câmara Federal, quanto para Didi Viana ou a mulher, vereadora Cassiana Tormin, que faz um bom trabalho no legislativo municipal sair candidata a deputada estadual. “Temos um grande capital político e não podemos desperdiçá-lo, seria irresponsabilidade de nossa parte com o grupo que sempre apoiou o PT local”, defende Didi.

O Jornal Opção procurou insistentemente Cristóvão Tormin, mas ele não retornou as ligações. Enquanto Tormin espera esta conversa final, Célio Silveira (PSDB) trabalha para ampliar apoio entre família tradicional de Luziânia, onde tem representantes nos partidos. Esta estratégia está dando resultados pois ele já conquistou para o seu candidato, Eliseu Melo, o apoio de 15 partidos. “Disputa eleitoral se constrói em etapas e quem sai na frente normalmente perde.

Cristóvão está em pré-campanha há muito tempo e tem, em média, 32% de intenção de votos, Eliseu 17%. É um número muito bom para quem ainda nem sequer saiu em busca do eleitor”, comemora Célio. Para ele, Cris­tóvão vai ficar realmente isolado, pois o PT vai lançar Didi Viana novamente candidato e Marcelo Melo pode vir a apoiar Eliseu.

Planaltina
José Neto tenta conquistar aliados para reeleição
A situação do prefeito de Planaltina de Goiás, José Neto (PSC), não é das melhores, mas seu grupo procura encontrar uma saída para os baixos índices de aprovação e reverter a descrença dos eleitores. Um vereador que apoia o prefeito, mas que prefere não se identificar, disse que Neto não descarta a possibilidade de reeleição, mesmo estando sob bombardeio do Ministério Público e acumulando demandas na Justiça. O prefeito restabeleceu conversas com várias lideranças, incluindo o tradicional e ferrenho adversário Dirceu Araújo. “Só que os partidos avaliam que Neto é ultrapassado e não consegue sensibilizar lideranças expressivas”, diz a fonte.

O problema maior do prefeito é que ele tem um temperamento agressivo e isto afasta os aliados. “O povo mais humilde gosta dele, apesar do prefeito não ter cumprido a maioria as promessas de campanha. José Neto repetiu o velho modelo de gestão clientelista e isto acabou complicando as finanças do município”, afirma a fonte.
Estimulados pelas lideranças regionais e pelo PT do DF, anabolizado pelo poder da máquina do Distrito Federal, aposta no bloco articulado por Enilson Cardoso da Silva (PT) para, junto com o PMDB, PSB, PTB e PPS, desalojar José Neto da cadeira de prefeito.

Por Wilson Silvestre para o Jornal Opção.

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: