Entrega da UNB de Ceilândia, é adiada outra vez.

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Ainda falta construir o andar de cima de um prédio e finalizar as obras do segundo
Foto: RICARDO MARQUES


Obras inacabadas é o que não falta no Distrito Federal. Entre elas está a nova sede da Universidade de Brasília (UnB), em Ceilândia. Sua  entrega já foi prorrogada nove vezes, desde 2008. A última data de inauguração estava prevista para ontem (26), mesmo dia em que acaba o contrato com a empresa UniEngenharia. Ao que tudo indica, o prazo pode ser adiado mais uma vez, já que a construção ainda não foi concluída.

Segundo o decano de Assuntos Comunitários da UnB, Eduardo Raupp, falta construir a parte de cima de um dos prédios. O outro começou a ser concluído há pouco tempo. “Nossa avaliação é que apenas um estará disponível para comportar alunos nos próximos semestres”, previu.

Para averiguar as condições dos prédios, uma inspeção no canteiro de obras foi marcada para hoje (27), às 9h, com a presença do reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, da diretora da nova sede, Diana Pinho, e dos estudantes que aguardam pelo espaço. Na constatação que a obra ainda não está finalizada, a Novacap terá que escolher entre firmar um contrato emergencial com a  UniEngenharia ou abrir um novo processo de licitação, que pode se estender por meses. A assessoria da Novacap informou, por meio de nota, que o órgão se pronunciará apenas após o contrato ter expirado.

O problema é que, além da UniEngenharia não ter cumprido com a previsão no contrato original, já é uma antiga conhecida da justiça. A empresa também foi responsável pela entrega do Anexo III do Tribunal de Contas da União (TCU). Durante a execução da obra, o tribunal verificou diversos atrasos injustificados no cronograma. A equipe técnica do TCU constatou que desde dezembro de 2008 a construção estava praticamente paralisada. Foi preciso a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressar com uma ação contra a construtora exigindo o ressarcimento de mais de R$ 2 milhões pelo atraso.

Caso uma novo processo licitatório precise ser aberto, a reitoria da UnB viu a possibilidade de tomar providências, junto ao GDF e ao Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) para impedir a UniEngenharia de participar da concorrência na licitação. A obra estava inicialmente prevista para ser entregue em 10 de outubro de 2009, estimado em mais de R$ 17 milhões.
Mais de 1,5 mil estudantes prejudicados

Enquanto isso, quem fica no prejuízo são os estudantes. O Campus da Faculdade UnB em Ceilândia (FCE) tem mais de 1,5 mil pessoas matriculadas atualmente. Além disso, é prevista a chegada de mais 260 no segundo semestre de 2011. Segundo os próprios alunos, a instalação provisória no Centro de Ensino Fundamental 04 em Ceilândia não tem condições adequadas para atender as demandas dos cursos de Terapia Ocupacional, Saúde Coletiva, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia.

“Falta espaço, recursos, estrutura, as aulas tem várias matérias atrasadas, enquanto isso perdemos nosso potencial e não temos uma resposta. Somos desrespeitados. Até mesmo os funcionários da universidade saem prejudicados, tendo que brigar por salas e materiais de trabalho”, desabafou Marianna Nereu, 23 anos, no 4° semestre de Terapia Ocupacional e membro do Diretório Central de Estudantes (DCE).

De acordo com o vice-diretor da sede em Ceilândia, Araken dos Santos Werneck, cabe a Novacap tomar uma iniciativa contra o problema. “Essa empresa (UniEngenharia) nunca cumpriu com os prazos, sempre apresentando problemas e pedindo adiamentos consecutivos. Após o término do contrato, o GDF poderá agir juridicamente. Ainda sim, o complicado da situação será entregar no prazo prometido pela Novacap”, confirmou Werneck.

Jornal Alô Brasília. 

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