Entrevista com Cláudio Abrantes.

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Foto: Nilson Carvalho

Foto: Nilson Carvalho
Cláudio Abrantes (PPS) era conhecido em Planaltina, e também no Distrito Federal, por um papel bastante distinto do atual de parlamentar: por dez anos foi Jesus Cristo na Via Sacra mais tradicional da capital. Na Câmara Legislativa, estreou como suplente na legislatura passada, substituindo o colega de partido Alírio Neto. Hoje, titular do mandato, era um dos nomes cotados para a liderança do governo na Casa, por ter participado ativamente das articulações de alianças que ajudaram a eleger o governador Agnelo Queiroz. Confira o que diz o ex-cristo:
1 – Por que o senhor quis ser deputado distrital?
Cláudio Abrantes – Encaramos isso como uma missão. É importante para a população ter representantes por meio dos quais possa se manifestar. Principalmente para aquela população de cidades mais carentes, que precisam lutar por melhorias na região. Agora, a dificuldade é muito grande. A política precisa passar por uma depuração como um todo. O foco principal deve voltar a ser o cidadão. Mas foi por isso que eu entrei na política, com a esperança de poder contribuir.
2 – O que o senhor acha do mandato de um distrital custar mais de R$ 12 milhões aos cofres públicos?
Abrantes – É muito dinheiro, sim. Mas temos de avaliar como isso é revertido para a população. Porque o mandato poderia custar apenas R$ 1 milhão, se o deputado não trabalhar em defesa do povo, esse mandato será caro do mesmo jeito. O custo real do mandato vai depender do retorno que a população tem do trabalho deste deputado. Se ele trabalha pela cidade, esse custo pode estar sendo compensado.
Mas, claro, R$ 12 milhões ainda é muito dinheiro. Por isso, nosso bloco protocolou no dia 3 de janeiro o projeto de lei para acabar com décimo quarto e décimo quinto salários. Já é uma forma de reduzir essa despesa em torno do parlamentar.
3 – Falando em projeto, qual a primeira proposta que o senhor pretende defender na Casa este ano?
Abrantes – Vou trabalhar com duas propostas inicialmente. A primeira é reativar a defesa da Cultura na cidade. E o primeiro passo para isso é criar, na Câmara Legislativa, a comissão permanente de Cultura. Hoje a Cultura é um subtema da Comissão de Assuntos Sociais e assim é tratada. Quero, a exemplo da Câmara Federal, que a Cultura tenha uma comissão específica para ela. (Abrantes tentou proposta semelhante em sua passagem pela Câmara em 2009, mas o projeto acabou não indo adiante).
A outra proposta trata das administrações regionais. Anda estamos analisando a forma legal de apresentar o projeto, que pode ser por meio da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara, mas queremos que cada cidade tenha garantido no seu orçamento uma parte dos tributos que foram recolhidos lá. Hoje, como o DF não tem municípios, todo imposto considerado municipal, como IPTU, é recolhido na cidade e vai direto para os cofres do GDF, que decide sozinho como repartir esse recursos. A ideia é que parte dessa verba retorne obrigatoriamente para a cidade de origem.
Do Blog da Paola

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