Entrevista com Israel Batista.

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Foto: Divulgação

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Ex-secretário-adjunto do Trabalho, com uma atuação na juventude de seu partido, o PDT, Israel Batista foi eleito deputado distrital pela primeira vez. Assume com a herança da bandeira da moralidade, deixada por seu antecessor pedetista, o agora deputado federal José Antônio Reguffe. Jovem, discreto, o deputado quer ter a Juventude como tema de seu mandato. Confira o ping-pong do blog com o pedetista:
1 – Por que o senhor quis ser deputado distrital?
Israel Batista – A minha candidatura é fruto da esperança de que a política pode ser diferente. Pode parecer utópico, mas foi isso que me moveu a disputar uma cadeira na Câmara Distrital. Fizemos uma campanha sem dinheiro, mas não faltaram ideais, convicções e muita vontade de mudar. Tenho compromisso com uma geração arrojada que veio para transformar todas as realidades. A juventude – que me fez deputado – não quer mudar apenas a Câmara ou Brasília, quer mudar o planeta! É isso que me inspira: a falta de limites da juventude.
Se eu fosse dar ouvidos à lógica, ao bom senso e aos padrões, nem seria candidato. Aliás, se eu fosse ouvir tudo isso, sequer teria entrado na UnB para cursar Ciência Política. O curso é até hoje bastante elitizado e, para seguir os ditames, em tese, não haveria espaço para um estudante da Samambaia. A realidade, porém, se mostrou diferente. A minha vida inteira mostrei que podia chegar mais longe apesar de muitos nãos e de muitas portas fechadas. Sei que uma hora, as portas se abrem. Dessa vez, foram as portas da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A minha missão ali é ousar.
2 – O que o senhor acha do mandato de um distrital custar mais de R$ 12 milhões aos cofres públicos?
Israel – A população está se posicionando por uma redução de gastos e por uma maior eficiência na máquina pública e na política. Quero trabalhar por isso. Todos os excessos precisam ser revistos, mas, como cientista político, não posso deixar de dizer que as instituições democráticas são importantíssimas e precisam ser fortalecidas. Por exemplo, tem gente que defende até mesmo o fechamento da Câmara Legislativa. Com isso, eu não posso concordar. Uma democracia plena depende de um Poder Legislativo forte e atuante.
Se o Parlamento anda mal, a democracia também fica manca. Os parlamentos em todo o mundo caminham para uma ação mais fiscalizadora do que legislativa. Para isso, é preciso ter um corpo técnico qualificado que possa analisar as ações do Poder Executivo, por exemplo. Além disso, é preciso dar resposta e tratamento a todo o contato da população. Se um cidadão procura um parlamentar, precisa ter um tratamento digno, afinal, ele é o patrão. Mas tudo isso custa dinheiro. O segredo está no equilíbrio. Defendo que os gastos com o legislativo local sejam proporcionais aos serviços oferecidos. Para mim, a balança entre resultados e gastos está desequilibrada. A população sente isso e quer mudanças que devem ser atendidas.
3 – Qual o primeiro projeto que pretende defender na Casa este ano?
Israel – Vou apresentar projeto que exige a Ficha Limpa para todos os ocupantes de cargos comissionados do Governo. Tivemos um enorme avanço com a lei da Ficha Limpa para as candidaturas, mas precisamos avançar. Quem entra na administração pública precisa ter reputação ilibada. Também estou muito preocupado com o avanço do crack em nossa cidade. As ações são devastadoras para o usuário e para a família. Defendo a criação de centros especializados para o tratamento de viciados. São necessários oito anos, em média, para recuperar um usuário. Então, é preciso agir rapidamente.
No início do mandato, vou apresentar um pacote de projetos defendidos em campanha. Entre eles estão a ampliação do passe livre; a criação de escolas de ensino médio profissionalizantes em tempo integral; oferta de cursos de idiomas para todos; criação da Universidade Pública do DF; e redução de impostos para o primeiro negócio.
Mas, além de apresentar projetos de lei, quero exercer o meu papel como representante popular e, para isso, preciso ouvir a população. A atividade política está achincalhada também pelo fato dos políticos terem se afastado da sociedade. Esse foi o maior erro. Precisamos reaproximar os representantes do povo. Meu mandato não vai estar em um pedestal.
Do Blog da Paola.

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