Entrevista com o morador de Ceilândia Chico Vigilante, deputado distrital reeleito do PT

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A
derrota do primeiro turno na disputa ao governo foi a maior da
história do PT em Brasília?
 
Foi.
Em 1990, tivemos uma derrota numérica, mas ganhamos politicamente.
Em 1998, perdemos, mas saímos fortalecidos. Em 2002, estávamos com
a derrota na mão, mas fomos roubados. Na disputa de 2006,
ressurgimos das cinzas, apesar de não elegermos Arlete (Sampaio),
reafirmamos o PT na cidade. Agora tivemos uma derrota numérica e
política. O momento é de avaliar o que aconteceu.

 
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Alguma
ideia do que provocou essa derrota?
Perdemos
o governo em primeiro de janeiro e de 2011. Esse é um governo que
não tinha rosto. Cada secretaria e administração era uma ilha e o
titular trabalhava para si mesmo e não em nome do governador.
 
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Ocorreu
por causa da aliança com o PMDB, num projeto de administração
compartilhada? 
Não.
Dentro do próprio PT todo mundo trabalhava para si, com raras
exceções, como o administrador de Ceilândia. Cada gestor agia
assim: o que era bom ficava para ele e o que não prestava caía no
colo Agnelo. O governo não conseguiu mostrar o caos que recebeu.
 
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Adotar
a neutralidade no segundo turno é vingança?
Nós
não nos sentimos representados por nenhum dos dois candidatos no
segundo turno e ainda com o agravante de Rollemberg ter optado pela
turma do FHC. Fomos humilhados pelo Fernando Henrique. Essa turma não
gosta de Brasília e vamos sofrer.
 
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Houve
traições na campanha de Agnelo?
Teve.
Desde o começo e em larga escala. No meio da campanha eu disse ao
Agnelo: “Estão fazendo contigo o mesmo que fizeram com a Maria de
Lourdes (Abadia)”.
 
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Fizeram
campanha para os adversários?
Muito.
Tanto para Rodrigo quanto para Frejat. Sentiram que não tinha chance
de vitória e mudaram de lado. Tem gente que acha que qualquer
governo serve para eles.
 
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Como
vai ser a campanha da Dilma em Brasília depois da derrota no
primeiro turno? 
Para
nós, agora ficou muito bom. Brasília foi a cidade que mais sofreu
no governo de FHC. Vamos mostrar os avanços de Dilma e os atrasos do
passado. 
 
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Por
que a militância do PT não foi para as ruas?
Essa
foi a eleição mais atípica e insossa de todas. Mas agora a água
bateu no gogó. A militância vai para as ruas. A presidenta Dilma
terá mais votos no segundo turno. As pessoas se sentem mais
ameaçadas. Já sabem o que está em jogo.
 
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Em
quem o senhor vai votar na disputa ao governo?
Vou
votar 13 de novo.
 
 
Qual
a sua expectativa para a próxima administração?
Haverá
muitas dificuldades. O governo do Agnelo foi o governo da bondade. E
o próximo será da maldade. Nenhum dos dois candidatos vai conseguir
cumprir os acordos que Agnelo fez.
 
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Por
quê? São acordos impossíveis de cumprir?
Agnelo
fez uma opção pelo social.

Fonte:
Coluna Eixo capital – Correio Braziliense. Por ANA MARIA CAMPOS e
HELENA MADER 

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