Érika evita jogada de risco e torce pelo sucesso de Agnelo.

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Deputada recusa convite para fazer oposição ao Buriti
Discreta e consistente. Após dois mandatos como deputada distrital, Érika Kokay contou com a aprovação de mais de 70 mil eleitores brasilienses para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ela é diferente, defende as diferenças, exercita as diferenças.

Érika Kokay inspira consagrados políticos e intriga a maioria deles. Onde a economiária, líder sindical, é capaz de obter tantos votos? A resposta é simples: ela mantém uma coerente conduta ideológica ao longo de sua trajetória e foi capaz de construir uma biografia que ninguém atacou ao longo dos anos. E, se atacou, bateu em retirada.
A teoria do diferente cresce. Ela está chegando muito perto da equação que prova que ser diferente no universo político em curso é fazer o trivial. Coisas como defender interesses corporativos de seus pares, cumprir aquilo que prometeu durante as campanhas onde obteve sucesso eleitoral. Assim é Kokay.
Um pouco menos discreta, sua assessoria, nos cantos, sussurra que a deputada não vai fazer qualquer movimento que atinja Agnelo Queiroz. Para Érika, o governador do Distrito Federal já tem problemas demais com seus pares e que assim ninguém pode exercer o Executivo com clareza e tranquilidade. Há fundamentos nisso.
Dona de um nome próprio para letras de rap, Érika Kokay, marca pessoal com invejável métrica, pode vir a ser uma importante ferramenta para Agnelo no seio no PT e da coligação estremecida pelas ameaças declaradas ou veladas de marinheiros que agora ameaçam ou deixam o barco GDF. Kokay permanece no convés medindo a altura das ondas. Intrépida.
Uma análise mais cuidadosa vai identificar em Agnelo apenas a parte visível de uma agitação nos partidos de apoio ao Buriti, onde líderes estão à deriva, sem saber muito bem o que devem fazer. Os desbussolados de ocasião tentam adivinhar a rota, mas a falta de convicção em suas razões causa um nervoso comportamento a bordo com rebeliões isoladas.
O resultado é que há homens ao mar, sem coletes, diga-se, que podem naufragar sós e mal acompanhados. Utilizam ainda o astrolábio que pode trair a precisão da trajetória que imaginam ser segura. Todos estão confusos e não são capazes de observar as estrelas como faz Kokay na sua diferente convicção de que a tempestade é passageira.
Na intimidade de seu grupo, a deputada revela que vai levar adiante sua postura que consagra a simplicidade de comportamento. Assim ela atingiu seu destino nas sucessivas eleições que participou. Sua tripulação já recebeu o comando para manter o leme na mesma direção, discreta e consistente. E que o comandante tem nome: Agnelo Queiroz.
Enquanto tradicionais partidos de coligação histórica fazem manobras arriscadas em suas embarcações, imaginando um horizonte que está longe, Kokay empunha a luneta. Sabe que a qualquer momento os desistentes estarão tão distantes, lá atrás, que só poderão ser observados com lentes de aumento, enquanto ela e seus marinheiros seguem para cumprir mais uma jornada. Assim, discretamente. Diferentemente.
Por Fhored Uerba / Notibrás
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