Erika Kokay acusa: máquina do GDF foi usada em prol da reeleição do presidente do PT-DF.

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Diz a parlamentar petista que a máquina do GDF foi usada em prol da reeleição do atual presidente.

Diz que o PT se tornou subalterno ao governo e aos interesses de um grupo de dirigentes. Diz que a máquina do DF foi utilizada, além do aspecto criminal e ético, no campo político, o próprio Agnelo deve ser responsabilizado. Como o governador permite o uso de recursos do Estado para interferir em uma eleição partidária? .

Depois de desancar as eleições e o uso dos comissionados do GDF para interferir na escolha do presidente do PT, conclama que se lute em prol da reeleição do Agnelo.

É um e-mail suicida, pois a conclusão não decorre do texto. Veja e tire as suas conclusões:

Muito difícil de entender. Leia abaixo o email enviado pela parlamentar a militância do PT.

Mandato sem paredes – 27 de novembro de 2013

Erika Kokay fala sobre o PED 2013

Companheiras e companheiros,

É com alegria no coração que, findo o Processo de Eleição Direta – PED, venho agradecer a cada um(a) do(a)s 1.820 companheiro(a)s que votaram em mim, no último domingo. Diante da poderosa máquina política mobilizada para nos derrotar, que não teve escrúpulo em usar a estrutura de governo para cooptar votos, constranger e intimidar a militância, os 31,2% dos votos obtidos foram um bom resultado.

Nesses quase sessenta dias de campanha, tive o privilégio de ir a todas as cidades do DF dialogar com a militância, apresentar minhas propostas e, de forma transparente, apontar os equívocos dos atuais dirigentes do PT, que têm contribuído para o seu completo esvaziamento como instância de discussão entre o governo e a sociedade. Participei de todos os debates, mesmo enfrentando “claques”, organizadas por setores do GDF, que, mediante a odiosa prática do assédio moral, frequentemente obrigavam comissionados a esse papel indigno. Praticaram assédio moral inclusive na hora da votação.

Sob esse aspecto, é necessário reconhecer que este PED foi um processo viciado desde o início. Houve uma intensa articulação por setores do GDF no sentido de escolher o candidato, definir os aliados e recorrer a métodos patrimonialistas e coronelescos de operar a máquina em favor do atual presidente. Tudo isso com o objetivo de manter o PT-DF num papel subalterno, de mero coadjuvante, que cumpre apenas a triste função de legitimar os projetos políticos e ambições pessoais de um “seleto” grupo de dirigentes.

Francamente, não é este o PT que ajudamos a construir. O PT surgiu para libertar e não para aprisionar. Surgiu para radicalizar na democracia e não para subjugar quem se opõe às práticas exercidas por sua direção. Nosso Partido foi forjado nas lutas populares e não na burocracia do Estado e da máquina partidária. Por isso mesmo, penso que é importante aproveitar este momento para fazer uma profunda reflexão junto à nossa militância a respeito de alguns acontecimentos observados neste PED.

É necessário avaliar, por exemplo, por que tivemos a mais baixa freqüência de eleitores desde a implantação do PED, em 2001. Votaram, no último domingo, apenas 6.891 filiados. Isso significa apenas 49,2% daqueles que estavam aptos a votar (14.000) e 14,4% do total de filiados (48.000). Pior ainda: o presidente eleito obteve apenas 3.656 votos, o que significa 26% dos aptos a votar e pouco mais de 7% do universo de filiados. O menor percentual na eleição de um presidente do PT no Distrito Federal! Esses números preocupam muito, pois mostram que a imensa maioria dos petistas não tem interesse em participar da vida orgânica do PT e está desmotivada para exercer a sua militância.

Os números refletem também a incapacidade da atual direção de, nos últimos quatro anos, estimular o debate político, fazer as necessárias críticas (e autocríticas), formular propostas e intervir no diálogo do partido com o governo e com a sociedade. A (re)eleição de dirigentes com baixa representatividade, que não tenham compromisso com o fortalecimento do partido, mas apenas com os seus projetos e interesses pessoais, irá contribuir para agravar ainda mais a situação antes descrita.

Essa ameaça fica mais evidente quando se considera a inacreditável desorganização demonstrada pelo diretório local do PT em conduzir um processo dessa magnitude, a começar pelo completo e deliberado desrespeito às decisões do IV Congresso Extraordinário do PT, que definiu regras claras sobre filiações, formação política e finanças. De “jeitinho” em “jeitinho”, atingimos o caos neste último domingo, quando centenas de filiados com suas contribuições em dia não tiveram assegurado seu direito de votar.

Mas o Partido dos Trabalhadores é muito maior do que a sua presidência. O PT é feito de homens e mulheres de coragem de coragem e de luta. Este é o seu maior patrimônio, que é um patrimônio da classe trabalhadora e não temos o direito de desistir deste projeto. Pelo contrário, devemos nos organizar para disputá-lo, trazê-lo para a esquerda, assegurar seu funcionamento orgânico, resgatar os seus valores, ampliar os seus vínculos com os movimentos sociais e transformá-lo em um espaço vivo de reflexão e permanente formulação de propostas para a construção de uma sociedade livre da exclusão social, da discriminação e do preconceito, em qualquer de suas formas. Precisamos reencantar a militância para que, em 2014, possa sair às ruas com a alegria e a garra que sempre a caracterizaram e, assim, garantirmos a reeleição da presidenta Dilma e do governador Agnelo Queiroz.
 
Muito obrigada pelo seu voto e seu apoio.

Um abraço fraterno.

Erika Kokay – Deputada Federal e militante do PT


Fonte: Edson Sombra / Redação com informações ascom da deputada federal Erika Koka – 27/11/2013

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