Espírito olímpico contagia alunos especiais de Escola em Ceilândia

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[Jornal de Brasília] O espírito olímpico contagiou
os alunos da Escola Classe 19 de Ceilândia com um motivo especial: a inclusão
baseada no respeito às diferenças. Estudantes com deficiência participaram de
todas as atividades esportivas. Entre elas, atletismo e arremesso de peso. Como
um incentivo a mais, as crianças receberam visita de atletas do Centro de
Iniciação Desportiva Paralímpico (CIDP).

“Sempre trabalhamos com textos
e conversas sobre a inclusão de pessoas com deficiência. Mas, quando é feita
uma atividade lúdica, tem outra dimensão”, explica a coordenadora do projeto,
Cleonice Selma de Faria.

Segundo a diretora Alda
Ribeiro, a escola possui 28 alunos com algum tipo de limitação, como síndrome
de Down, autismo, Transtorno Depressivo Infantil (TDI), Deficiência Intelectual
(DI) e Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGD).

Adaptação

Todos os jogos foram
adaptados, e a expectativa de que as atividades ocorressem de igual para igual
se concretizou. Vários desses pequenos paratletas saíram medalhistas. Foi o
caso de Cecília, quatro anos, Gustavo, 12, e Eduardo, sete anos.

Professora do 2° ano do Ensino
Fundamental, Patrícia Viana ressalta a importância do projeto desenvolvido pela
escola e lembra que é necessário formar cidadãos capazes de respeitar as
diferenças existentes na sociedade. Ela enfatiza ainda que o papel da escola é
garantir uma educação de qualidade. “A deficiência não deve definir os nossos
limites e sonhos”, destaca a educadora.

Os professores da Secretaria e
Educação Letisson Samarone e Claudia Dionice são coordenadores de um dos
centros de Iniciação Desportiva Paralímpica (CIDPs) de Brasília. As unidades
atendem crianças e jovens portadores de deficiência das escolas públicas e
adultos beneficiados por convênio com o governo. No polo em que trabalham são
desenvolvidas as modalidades natação e parabadminton: esporte jogado com
raquete e peteca.

Pais podem procurar centro de iniciação

O professor Letisson Samarone
chama a atenção para a ausência de divulgação dos centros de Iniciação
Desportiva Paralímpica (CIDPs). Muitas vezes, as unidades deixam de atender
crianças e jovens das escolas públicas por falta de conhecimento dos pais.

“Vemos muitos pais procurando
atividades para os filhos. Estamos preparados para receber esse aluno com
deficiência, mas um não sabe do outro. E é tudo gratuito”, explica o professor.

Samarone também chama a
atenção para a existência de diversos polos do projeto, espalhados pelo DF. “O
nosso CIDP tem natação e parabadminton, mas tem centro que tem atletismo,
futebol, basquete em cadeira de rodas, entre outras modalidades”, conclui.

O parabadminton, modalidade
apresentada para os alunos na escola de Ceilândia, será considerado um esporte
paralímpico a partir do ano 2020 nos jogos de Tóquio, no Japão.

A professora Claudia Dionice
defende que o parabadminton precisa de um espaço específico: uma quadra
completamente fechada. Isso porque a peteca é muito leve e o vento pode
atrapalhar.
A atleta Daniele Souza, 23
anos, é cadeirante e primeira colocada no ranking nacional da modalidade.
Segundo ela, a prática do esporte a deixou mais independente. A jovem reforça a
importância de falar sobre inclusão com as crianças.

Polos do projeto CIDP

Ceilândia
CEE 1 – Paralímpico Cose
Mozart Parada (Paradão) –
QNL – Natação e Parabadminton;
CEE 2 – Paralímpico – CEM 2 e CEF 20 – Para-Atletismo;
a CEE 02 – Paralímpico –
E.P Anísio Teixeira/ ENAP/
APAED – Futebol de sete e
Futsal

Guará
CED 02 – Paralímpico – CED 02 Guará – Natação;

Núcleo Bandeirante
CAIC JK – Paralímpico – ginásio QN 07 – RF I – Natação;
CAIC JK – Paralímpico – ginásio QN 07 – RF I – Para-Atletismo;

Planaltina
CEF 01 – Paralímpico – QD. do CEM 02 – Para-Atletismo;

Plano Piloto
CEEDV – Paralímpico – CEM Setor Leste – Natação;

São Sebastião
Caic Unesco – Paralímpico – Vila Olímpica – Para-Atletismo e Natação;
EC 104 – Paralímpico – Vila Olímpica Para-Atletismo e – Natação;
CEF São José – Paralímpico Vila Olímpica – Tênis de Mesa e Natação;

Samambaia
CEE 1 – Paralímpico – Sest
Senat – Natação e Para-Atletismo;

Santa Maria
CEE 01 – Paralímpico – CEE/CETEFE/C.O e Ginásio S. Maria – Futebol de sete e
Futsal;
CEE 01 – Paralímpico – CEE1 e C. Comunitário QD 206 – Para-Atletismo
/Bocha/Tênis de Mesa;

Taguatinga
CED 05 – Paralímpico – COSE Paradão – QNL – Natação e Parabadminton;
CEE -01 – Paralímpico – Sest Senat – Bocha

*Por Hamanda Viana do Jornal de Brasília

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