Esplanada: Minoria não representa e faz feio.

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O dia prometia uma manifestação como nenhuma outra realizada no coração da capital federal. Quarenta mil pessoas eram esperadas pela Polícia Militar na Esplanada dos Ministérios. O número chegou perto do esperado – 30 mil –, mas o protesto pacífico, que motivava a maioria das pessoas, foi ofuscado por uma minoria que optou pelo vandalismo. Monumentos importantes da cidade, como o Palácio do Itamaraty e a Catedral, não foram poupados.

A concentração dos manifestantes começou por volta das 16h e o movimento começou a marcha uma hora depois da reunião. 
Cartazes contra a Proposta de Emenda Constitucional 37 – que limita o poder de investigação Ministério Público –, contra o deputado Marco Feliciano e, principalmente, contra a corrupção, eram os mais frequentes dentro da multidão. Bandeiras de partido não eram vistas durante a marcha.
O protesto seguiu tranquilamente antes do sol se pôr e a luz natural acabar. Os manifestantes chegaram a sentar para cantar o Hino Nacional, já na altura do Ministério da Saúde.
Por volta das 17h30, a marcha  chegou ao Congresso Nacional. Horas depois, o gramado em frente ao parlamento foi completamente tomado pelo movimento.
No início da noite, o clima do manifesto na área central da cidade era de tensão e tumulto. Um grupo de aproximadamente 200 pessoas seguiu para o Palácio do Planalto na tentativa de ocupar a presidência. No entanto, a cavalaria da Polícia Militar já estava de prontidão nas proximidades de onde a presidente Dilma Rousseff estava. O palácio foi cercado por homens da segurança pública, mas uma minoria do público continuou insistindo na ação. 
Repressão
Foi aí que a polícia revidou com pelo menos duas bombas de gás lacrimogêneo. Sem conseguir êxito, a menor parte do grupo retornou ao gramado centro do Congresso Nacional. Por lá, a manifestação era pacífica e ordeira. A polícia chegou a contabilizar um público de 30 mil manifestantes. Diante de uma multidão que entoava gritos de ordem, os ânimos ficavam cada vez mais exaltados. Não demorou muito para  o cenário da capital se transformar em um campo de ataques.  
Manifestantes que insistiam em ocupar o Congresso começaram a lançar rojões de fogos na barreira da polícia. Depois, foram mastros de bandeiras, garrafas cheias, paus, pedras e novamente mais foguetes. Um dos objetos chegou a atingir a cabeça de um militar que estava protegido pelo capacete. Mesmo assim, ele precisou de atendimento médico. Depois do incidente, os policiais que estavam sem capacete na barreira foram substituídos.
Vidraças do Itamaraty quebradas
No gramado, pelo menos quatro pontos de fogueira foram acendidos pelos militantes. Os militares revidaram as ações com spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e  de efeito moral.    A atitude da polícia, que só aconteceu depois de provocações, resultou na dispersão de uma pequena parte do público, que foi em direção ao Palácio do Itamaraty. Já eram 20h10 quando algumas pessoas subiram no meteoro, no espelho d’água, e quebraram vidraças. Vândalos atearam fogo em uma das portas laterais.
Nesse momento, a Polícia Militar  entrou no palácio e, quando saiu, pela entrada principal, alguns manifestantes já tinham voltado para fora do bloqueio policial. Um helicóptero da PMDF que patrulhava a área soltou, por diversas vezes, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. O clarão assustava quem pedia por uma marcha pacífica. Dentro do Itamaraty, foram encontrados  coquetéis molotov (garrafas contendo combustível   com pavio de tecido).
Logo depois, os fuzileiros navais da Marinha chegaram ao palácio. Com armamento pesado e a ajuda de cães, eles fizeram uma barreira no interior do órgão, que já estava com 25 vidraças quebradas. O Ministério da Saúde chegou a ser pichado. Algumas bandeiras dos estados brasileiros foram retiradas, abaixadas e até rasgadas. Em um dos mastros centrais os manifestantes ergueram a bandeira do movimento.



Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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