Estranha coalizão de forças.

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Embora não tenha um  diagnóstico definitivos sobre as manifestações que ocorrem em todo o País, a deputada Arlete Sampaio registra uma estranha coalizão de forças entre os seus participantes. Reconhece que existe, sim, uma insatisfação disseminada que adotou dois focos principais, a opção pelos altos gastos com a Copa do Mundo (explorado pelo movimento Copa Para Que) e o aumento das passagens de ônibus (do Movimento Passe Livre). “Isso é real e temos a obrigação de entender”, avalia. Mas a questão política está longe de se esgotar aí.
Insatisfação com governo petista

À margem desse quadro, constata Arlete Sampaio, há setores econômicos muito insatisfeitos com a política do atual governo. Pesam nesse sentido a redução das taxas de juros, o aumento da participação de setores populares e a expansão de direitos pessoais, presentes por exemplo no reconhecimento das empregadas domésticas. Essa insatisfação decorre do histórico desafio vivido pela classe média, “sempre preocupada com o sonho de um dia ser burguesa, o que nunca será, e com o pesadelo que consiste no medo de se proletarizar, de dividir suas conquistas com os mais pobres”.
Olha os golpistas aí
Arlete registra também a persistência de setores golpistas, saudosos da ditadura, que correm paralelamente a segmentos conservadores, contrariados com avanços recentes, como os ocorridos com o reconhecimento de direitos LGBT ou  com os direitos reprodutivos das mulheres. Esses setores extremistas, comenta Arlete, estão permanentemente em busca de uma base social. Adentram as manifestações ao lado de “jovens até ingênuos, sem motivos aparentes para mobilização”, o que constitui motivo de preocupação para a deputada. 
Longe das urnas
São esses setores que buscam criminalizar a política e incentivar as manifestações contra partidos. “Já que não podem tirar o PT do poder pelas vias eleitorais”, julga a distrital, “buscam outro caminho para isso”. 
Na extrema esquerda
Em tempo: embora Arlete evite citar, estão nas manifestações, com bandeiras e tudo, também partidos como PSOL e PSTU, todos à esquerda do PT.
Pode não ser o que parece
Uma outra lição deve ser tirada desses acontecimentos, registra Arlete Sampaio. É o papel das redes sociais, fantásticas ao auxiliar a organização, mas perigosas quanto ao conteúdo. Afinal, existe sempre o risco de se colocar algo nessas redes e todo mundo ir atrás, sem condições de avaliar com mais precisão seus efeitos, sua veracidade, suas origens. Para a deputada, é preciso um debate profundo a esse respeito.

Por Eduardo Brito / Jornal de Brasília

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