Estratégia do Buriti irrita Cristovam.

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Anda muito contrariado o senador Cristovam Buarque. Encontrou a deputada federal Érika Kokay no Congresso e ela lhe perguntou se estava mesmo ingressando na base de apoio do Buriti. Espantadíssimo, Cristovam disse que não. Quis saber de onde viera a informação. Érika não fez segredo. Disse que a confidência lhe fora feita por um dirigente petista que assistira a encontro de Cristovam com o governador Agnelo Queiroz. Detalhe: o encontro simplesmente não ocorreu.

Meta é cooptar o PDT
Desse episódio, o senador conclui que existe em curso uma estratégia, que envolve a disseminação dessas informações, para constrangê-lo a apoiar a reeleição de Agnelo. Claro, Cristovam não ignora que está em curso há semanas uma ofensiva para cooptar o PDT e colocá-lo diante de um fato consumado. A nomeação do pedetista Marcelo Aguiar para a Secretaria da Educação é apenas uma cartada a mais nesse sentido. A ideia, acredita, é incorporar militantes do PDT e sinalizar para os demais que há espaço para eles no governo. Cristovam ficaria diante de um fato consumado.
Problema pode ser Lupi
Por enquanto, o senador controla a seção brasiliense do partido. Sabe também que o deputado José Antônio Reguffe ainda está a seu lado, assim como o presidente regional, George Michel. Inclusive, quando amigos comuns tentaram marcar uma reunião com o governador, recomendou que procurassem Michel. Acha possível, porém, que a pressão envolva o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, alinhadíssimo com o governo Dilma.
Renúncia que não houve
As relações com Lupi, por outro lado, não vão nada bem. Diante dos escândalos do Ministério do Trabalho, hoje com o PDT, Cristovam aproveitou reunião da Executiva Nacional para propor que toda ela – o que incluiria Lupi, além do próprio Cristovam – entregasse os cargos. Previsivelmente, Lupi não gostou nada da proposta. Nem renunciou.
Reguffe quer ficar
Só para conferir: o deputado José Antônio Reguffe avisa que não pretende sair do PDT e completará o mandato na legenda. Se isso ocorrer, diz, será feito em consonância com Cristovam. Mas Reguffe não esconde que, hoje, se sente desconfortável no partido. Acha que o PDT não pode se apequenar e deveria se livrar dos cargos.
Opção ultrapassada
Reguffe admite que a Rede, de Marina Silva, já foi uma opção para ele. Representou uma possibilidade concreta. Só que o deputado duvida de que o partido se viabilize.

Por Eduardo Brito / Jornal de Brasília

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