Estudantes da Escola Técnica de Ceilândia reclamam da falta de professores

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Um grupo de alunos da Escola Técnica de Ceilândia (ETC) se reuniu com cartazes, na tarde desta quinta-feira (21/8), para reclamar da falta de professores na instituição. O semestre letivo na ETC começou em 5 de agosto, mas 13 professores de cursos técnicos e básicos ainda não apareceram para dar aula nas disciplinas que ministram. A carência de profissionais compromete 10 turmas: dos 2.629 estudantes matriculados, cerca de 300 foram prejudicados.



Medo de perder o semestre


Aluno do primeiro semestre do curso técnico em administração, o frentista Rogério Pereira, 32 anos, ainda não teve aula de uma matéria, desde o início do período letivo. “Tenho um filho de seis anos, quanto mais rápido eu concluir o curso, mais rápido consigo um cargo melhor. Se não tiver professor, vou ter de fazer o semestre de novo”, lamenta.



O medo de não concluir os estudos atormenta alunos do último semestre de cursos técnicos da escola. A trabalhadora informal Rozana Cajado, 28 anos, estudante do curso técnico em informática, deveria estar fazendo o projeto final, mas, até o momento, não teve como iniciar o trabalho. “Estou esperando o diploma para começar a trabalhar. Se não o receber, não me formo”, reclama Rozana. Para ela, a falta de professores não é nova. “Semestre passado, professores foram devolvidos para a Regional de Ensino de Ceilândia. Hoje, alguns professores apareceram, por conta da mobilização que fizemos ontem” diz.

Colega de turma de Rozana, o estudante Luan Silva, 26 anos, também aluno do curso técnico em informática, tem o mesmo receio. Ele conta que deveria ter aulas de segunda a sexta­- feira, mas que só tem tido aulas duas vezes na semana. “O professor de projeto final só veio dar aula hoje. Vamos ter de fazer o projeto em apenas três meses, e já se passaram três semanas. Eu estou preocupado”, conta.



O que diz a direção?


Para o diretor da ETC, Joubert Almada, a carência de docentes é fruto da burocracia.“Os professores pedem transferência para outra disciplina, tiram licença para fazer mestrado ou por problemas de saúde e isso atrapalha a distribuição das turmas no novo semestre.”


Joubert diz ainda que, depois que o professor informa a saída, a escola precisa receber a confirmação no Diário Oficial. “Temos de esperar a Secretaria de Educação (SE-DF) publicar no Diário Oficial a ausência do professor, para só então fazermos o pedido de novos. Isso demora um certo tempo”, diz Almada.


O pedido teria sido feito no primeiro dia de aulas, em 5 de agosto, segundo a vice-­diretora da ETC, Márcia Jales. “Hoje, a SE-DF disse que está tudo certo com a contratação. Esperamos que a falta de profissionais seja suprida até semana que vem”, conta ela.


Joubert garante que todo o conteúdo perdido será reposto, aos sábados, ou por meio do ambiente virtual que a escola usa. “Os dias em que não teve aula estão dentro da margem de reposição… Os alunos podem ficar tranquilos, o semestre continuará e todos poderão formar com calma”, conclui.
Correio Web

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