Gim Argello distribuiu propinas do petrolão a políticos do DF, três deles eleitos

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram


Segundo informações da Folha de São Paulo, R$ 3,5 milhões foram usados
por Gim Argello para apoiar seis candidatos no DF, três deles eleitos: um
deputado federal e dois distritais.
Confira a matéria de Rúbens Valente.


O ex-senador
Gim Argello (PTB-DF) distribuiu a, ao menos, seis campanhas no Distrito Federal
parte do dinheiro que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse ter pagado a ele
como propina para obter proteção para empreiteiras na CPI da Petrobras em
2014.
Em acordo de
delação premiada fechado na Operação Lava Jato, Pessoa disse que a UTC pagou R$
5 milhões a Gim em doações eleitorais. O senador, que não se reelegeu, era
vice-presidente da CPI.


Parte do valor
–R$ 3,5 milhões– foi usado por Gim para apoiar seis candidatos no DF, três
deles eleitos: um deputado federal e dois distritais. As doações foram
declaradas à Justiça Eleitoral.

A Folha ouviu o
ex-governador José Roberto Arruda (PR, ex-DEM), o ex-senador Luiz Estevão
(PRTB), o deputado Alberto Fraga (DEM) e a assessoria de um parlamentar, esta
sob condição de anonimato: todos disseram que Gim viabilizou e repassou
dinheiro da UTC às campanhas.

Doações de R$
3,5 milhões a campanhas da coligação encabeçada por Arruda
(PTB/PR/DEM/PRTB/PMN) em 2014 surpreenderam, já que a UTC não executa obras no
DF.

“Ele [Gim]
buscou ajudar as campanhas, sim”, confirmou Arruda, cuja campanha a
governador, depois barrada pela Justiça Eleitoral, recebeu R$ 1 milhão da UTC.
Arruda afirmou não saber por que Gim arrumou o dinheiro.

Alberto Fraga
disse que havia um objetivo nas doações viabilizadas por Gim: buscar apoio à
sua reeleição ao Senado. Segundo o deputado, o dinheiro foi prometido por Gim
em uma reunião da coligação.

“Ele me
disse: ‘Fraga, eu preciso de sua ajuda, politicamente, e vou lhe ajudar,
viabilizar recursos para sua campanha'”, afirmou. A doação, de R$ 1
milhão, representou 72% do total arrecadado.

Entre os
integrantes do PRTB-DF, as doações de Gim são foco de controvérsia. A deputada
distrital Liliane Roriz, que teve 99% da campanha bancada pela UTC, com doação
de R$ 1 milhão, alegou em nota à Folha que o valor chegou “via PRTB”
e que “a negociação foi feita pelo presidente de honra do PRTB, senador
Luiz Estevão”.

Mas, segundo
Estevão, houve um acerto entre Gim e a família Roriz: “A deputada Liliane
me procurou informando que receberia uma doação de R$ 1,2 milhão, que teria
sido articulada pelo senador Gim Argello, e me perguntou se essa doação poderia
ser feita na conta do partido, e então repassada a ela”.

O dinheiro
passou do caixa do PRTB para a campanha de Liliane e algumas vezes foi sacado
das contas do partido.

Secretário-geral
da Câmara Distrital do DF, Valério Campos, colaborador de Roriz e amigo de Gim,
atuou na campanha de Arruda em 2014 e disse acreditar que o ex-senador ajudou
candidatos da coligação, mas negou ter participado dos repasses.

OUTRO LADO

Gim Argello
afirmou que só falará sobre as doações depois que tiver acesso à delação do
empreiteiro Ricardo Pessoa.

Os políticos e
partidos que receberam doações da UTC disseram que não conheciam Pessoa e não
sabiam de acordo entre Gim e o empreiteiro.

Arruda disse
que recursos da UTC entraram após sua substituição na campanha por Jofran
Frejat; Frejat afirmou que não recebeu “um centavo” da UTC –segundo a
Justiça, a empresa doou a Arruda um mês antes de a candidatura ser barrada.

Alberto Fraga
(DEM) disse que na eleição “não havia nem denúncia nem suspeita sobre
UTC”. Luiz Estevão (PRTB) afirmou que nunca conversou com Pessoa sobre
doações. Por meio de assessoria, Liliane Roriz informou que as doações foram
legais.
Fonte: Por Rubens Valente, coluna Poder ( http://www1.folha.uol.com.br/ )

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: