Ex-senadora Marina Silva tenta atrair Reguffe para compor nova legenda

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 Do Correio Braziliense.

Na semana em que anunciou sua saída do PV, ex-senadora convida o deputado federal mais votado de Brasília para integrar nova frente política, abrindo espaço para ele disputar o Senado, o GDF ou até mesmo a Vice-Presidência da República

A saída de Marina Silva do PV já começa a provocar reflexos na política do Distrito Federal. Presidenciável com maior votação na capital do país, ela pode arregimentar um aliado que também teve desempenho expressivo na campanha de 2010. Na última semana, a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula conversou com o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT) sobre uma possível aliança. Propôs ao pedetista fazer parte do movimento suprapartidário por um novo modo de militar na política. A ideia inicial de Marina é lançar primeiro a frente, atrair aliados que considera com perfil ético, e depois transformá-la em uma força eleitoral.

Ao deixar o PV nesta semana, Marina disse não estar preocupada com o calendário eleitoral, tampouco confirma a vontade de montar um novo partido. Mas, nos bastidores, a aliados com quem conversou nos últimos dias, deixou clara sua intenção de pavimentar um caminho possível para disputar outra vez a Presidência da República, o que pode significar a criação de uma nova legenda. Dentro desse projeto, a Reguffe ela ofereceu um generoso espaço político. Disse que, uma vez parte do tal movimento, ele teria apoio para concorrer à reeleição como deputado federal, ao Senado ou até mesmo ao Governo do DF. Marina fez ainda uma elucubração: a de que uma chapa formada por ela e o deputado daria uma boa combinação para disputar a Presidência da República em 2014.

Reguffe é um eleitor de Marina Silva. Aproximou-se dela no debate sobre a aprovação do novo Código Florestal no Congresso. O deputado do DF votou contra a proposta que anistia multas de quem provocou desmatamentos e fez um discurso inflamado criticando o projeto relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A postura empolgou Marina, que também costuma sair em defesa contundente dos temas relacionados ao meio ambiente. Nesse debate, a ex-ministra se confrontou até mesmo com o PV. Foi uma das crises que resultou na saída dela.

O desligamento de Marina do Partido Verde também é uma estratégia de sobrevivência, já que o poder de atração do governo federal é muito grande e aposta-se em uma aliança da legenda com Dilma a curto prazo. Marina era a principal liderança do PV, mas ao deixar o partido não levou consigo nenhum congressista. Daí a importância de buscar políticos com mandato no Congresso para caminhar ao seu lado nos próximos anos. A ex-ministra deixou o PT em 2009 porque queria espaço próprio de projeção. Por isso, dificilmente vai se filiar a uma sigla em que seja coadjuvante.

GrifeNo Distrito Federal, Marina Silva virou um nome de grife. Ela surpreendeu ao reunir mais eleitores que os favoritos na disputa de 2010. A candidata do PV teve 611.362 votos, o correspondente a 41,96% do eleitorado que foi às urnas na capital da República. No primeiro turno, Dilma Rousseff (PT) ficou em segundo, conquistando 31,74% da preferência. José Serra
(PSDB) veio em seguida, com 24,30%. Nas últimas cinco eleições, foi a primeira vez que a disputa entre PT e PSDB ao Palácio do Planalto no DF ficou em segundo plano.

A performance de Reguffe também bateu um recorde não só na capital como no país. Em 2010, ele foi o deputado mais bem votado no DF e atingiu o melhor desempenho proporcional no Brasil: 266.465 eleitores, ou 18,95% dos votos válidos. Filiado no PDT, o parlamentar adota uma posição de independência em relação aos governos local e federal. Não indicou cargos e não é considerado um voto com que o partido possa contar no Congresso. Ao contrário do que orientou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi — que comanda o partido —, Reguffe, por exemplo, se posicionou a favor da convocação do ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci para que ele fosse ao Congresso explicar a evolução de seu patrimônio.

Um dos caminhos que podem ser trilhados por Reguffe é a disputa pelo Senado em 2014, mas ele não descarta também concorrer ao Palácio do Buriti. Seis meses após a posse do novo governo, ainda não se desenhou uma liderança de oposição a Agnelo Queiroz (PT). A falta de nomes expressivos para se contrapor ao do petista e concorrer nas próximas eleições é mais um fator que encoraja planos majoritários para
o deputado.

Ao Correio, Reguffe confirmou a conversa com Marina sobre planos políticos. Ele também afirmou que ela o convidou para fazer parte do movimento sobre ética na política e disse que a ex-ministra lhe ofereceu apoio para qualquer cargo que venha a disputar nas próximas eleições. A assessoria de Marina, no entanto, nega que neste momento ela esteja pensando nas eleições, em formar um novo partido ou mesmo referendar apoio a pretensões políticas para 2014. Reguffe, por enquanto, aceita o convite para o debate nacional ao lado de Marina, mas continua no PDT.

A saída de Marina Silva do PV já começa a provocar reflexos na política do Distrito Federal. Presidenciável com maior votação na capital do país, ela pode arregimentar um aliado que também teve desempenho expressivo na campanha de 2010. Na última semana, a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula conversou com o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT) sobre uma possível aliança. Propôs ao pedetista fazer parte do movimento suprapartidário por um novo modo de militar na política. A ideia inicial de Marina é lançar primeiro a frente, atrair aliados que considera com perfil ético, e depois transformá-la em uma força eleitoral.

Ao deixar o PV nesta semana, Marina disse não estar preocupada com o calendário eleitoral, tampouco confirma a vontade de montar um novo partido. Mas, nos bastidores, a aliados com quem conversou nos últimos dias, deixou clara sua intenção de pavimentar um caminho possível para disputar outra vez a Presidência da República, o que pode significar a criação de uma nova legenda. Dentro desse projeto, a Reguffe ela ofereceu um generoso espaço político. Disse que, uma vez parte do tal movimento, ele teria apoio para concorrer à reeleição como deputado federal, ao Senado ou até mesmo ao Governo do DF. Marina fez ainda uma elucubração: a de que uma chapa formada por ela e o deputado daria uma boa combinação para disputar a Presidência da República em 2014.

Reguffe é um eleitor de Marina Silva. Aproximou-se dela no debate sobre a aprovação do novo Código Florestal no Congresso. O deputado do DF votou contra a proposta que anistia multas de quem provocou desmatamentos e fez um discurso inflamado criticando o projeto relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). A postura empolgou Marina, que também costuma sair em defesa contundente dos temas relacionados ao meio ambiente. Nesse debate, a ex-ministra se confrontou até mesmo com o PV. Foi uma das crises que resultou na saída dela.

O desligamento de Marina do Partido Verde também é uma estratégia de sobrevivência, já que o poder de atração do governo federal é muito grande e aposta-se em uma aliança da legenda com Dilma a curto prazo. Marina era a principal liderança do PV, mas ao deixar o partido não levou consigo nenhum congressista. Daí a importância de buscar políticos com mandato no Congresso para caminhar ao seu lado nos próximos anos. A ex-ministra deixou o PT em 2009 porque queria espaço próprio de projeção. Por isso, dificilmente vai se filiar a uma sigla em que seja coadjuvante.

Grife
No Distrito Federal, Marina Silva virou um nome de grife. Ela surpreendeu ao reunir mais eleitores que os favoritos na disputa de 2010. A candidata do PV teve 611.362 votos, o correspondente a 41,96% do eleitorado que foi às urnas na capital da República. No primeiro turno, Dilma Rousseff (PT) ficou em segundo, conquistando 31,74% da preferência. José Serra
(PSDB) veio em seguida, com 24,30%. Nas últimas cinco eleições, foi a primeira vez que a disputa entre PT e PSDB ao Palácio do Planalto no DF ficou em segundo plano.

A performance de Reguffe também bateu um recorde não só na capital como no país. Em 2010, ele foi o deputado mais bem votado no DF e atingiu o melhor desempenho proporcional no Brasil: 266.465 eleitores, ou 18,95% dos votos válidos. Filiado no PDT, o parlamentar adota uma posição de independência em relação aos governos local e federal. Não indicou cargos e não é considerado um voto com que o partido possa contar no Congresso. Ao contrário do que orientou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi — que comanda o partido —, Reguffe, por exemplo, se posicionou a favor da convocação do ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci para que ele fosse ao Congresso explicar a evolução de seu patrimônio.

Um dos caminhos que podem ser trilhados por Reguffe é a disputa pelo Senado em 2014, mas ele não descarta também concorrer ao Palácio do Buriti. Seis meses após a posse do novo governo, ainda não se desenhou uma liderança de oposição a Agnelo Queiroz (PT). A falta de nomes expressivos para se contrapor ao do petista e concorrer nas próximas eleições é mais um fator que encoraja planos majoritários para
o deputado.

Ao Correio, Reguffe confirmou a conversa com Marina sobre planos políticos. Ele também afirmou que ela o convidou para fazer parte do movimento sobre ética na política e disse que a ex-ministra lhe ofereceu apoio para qualquer cargo que venha a disputar nas próximas eleições. A assessoria de Marina, no entanto, nega que neste momento ela esteja pensando nas eleições, em formar um novo partido ou mesmo referendar apoio a pretensões políticas para 2014. Reguffe, por enquanto, aceita o convite para o debate nacional ao lado de Marina, mas continua no PDT.

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