Executiva do PT se define por Patrício na presidência da CLDF.

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A Executiva Regional do PT aprovou, em reunião que se estendeu até a madrugada de ontem, uma nota em que defende, com todas as letras, a reeleição do deputado Patrício  na Câmara Legislativa.

Traz a seguinte afirmativa: “Para o PT-DF, não há qualquer vedação orientada por princípio programático que fundamente ou justifique um posicionamento contrário à possibilidade de concorrer à reeleição aos cargos de direção da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Para a Executiva, a Câmara conseguiu, no último biênio, a “aprovação de relevantes legislações, integrantes de uma nova agenda para Brasília”. Com isso caminhou para recuperar a credibilidade, em um processo que não deve ser interrompido.

Nova corrente turbina decisão
Quem forçou a aprovação da nota foi o grupo Construindo um Novo Brasil-DF, que conta praticamente com a metade da Executiva, inclusive o presidente Roberto Policarpo. Membros da Executiva vinculados a outras correntes – inclusive as dos distritais Chico Leite e Arlete Sampaio – votaram contra o texto.
Fato novo acelera
Atribui-se a repentina movimentação da Executiva a fatos novos, como o lançamento de candidaturas alternativas do PT, o fortalecimento de nomes não-petistas e até a entrada no ringue   do secretário de Justiça, Alírio Neto. Diante da suspeita de que uma dessas manobras possa receber sinal verde do governador Agnelo Queiroz e do vice Tadeu Filippelli, decidiu-se lançar nova carta na mesa. Antes, até o presidente Roberto Policarpo – integrante do CNB-DF e aliado ostensivo de Patrício – negava que as instâncias partidárias seriam acionadas para intervir no processo. 
Entrando e saindo das gavetas
Pelo sim, pelo não, começou a circular ontem na Câmara uma minuta de emenda à Lei Orgânica que permite a reeleição. O texto já existia e, ao final do semestre passado, andou pelas gavetas de membros da Mesa Diretora. Sumiu nas mesmas gavetas quando ficou claro que, ao menos naquele momento, não conseguiria as 16 assinaturas indispensáveis para sua aprovação. 
Cada um faz seus cálculos
Outros candidatos andam fazendo contas. Concluíram que ainda não se pode apostar na possibilidade de que os 16  apoios sejam obtidos. Estariam fora desse jogo cinco distritais do bloco PT-PRB, mais cinco vinculados ao PMDB, um do bloco do PEN e mais dois que condicionam qualquer movimento ao apoio explícito do governador. Somariam 13, quando bastam nove deputados para inviabilizar uma emenda à Lei Orgânica. 
Só assinatura não basta
Os demais candidatos também lembram que simples assinaturas de apoio não bastam para resolver esse tipo de problema. Em outras sucessões, circularam documentos de apoio com assinaturas suficientes para eleger um Papa e, mesmo assim, não deram em nada. Afinal, basta que o deputado anuncie, a qualquer momento, a retirada de seu nome. 
De reeleições e reeleitos
Exatamente nesse sentido, o distrital Cláudio Abrantes admitia ontem que assinaria a emenda, mas isso não impedia que seu bloco – o do PEN, presidido justamente por Alírio Neto – seguisse novos rumos mais tarde. Outros integrantes do bloco também assinaram. Nenhuma contradição. Qualquer um pode ser a favor da tese da reeleição, e o próprio Abrantes avisa que nada tem contra ela, mas pode, depois, preferir não votar em quem tenta reeleger-se.
Jogo para o time
Um complicador nesse sentido é que um deputado do PEN, doutor Michel, tem óbvio interesse na reeleição, como vice-presidente da Câmara. A bancada não poderia fechar essa porta.

Coluna do Alto da torre – Eduardo Brito

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