EXECUTIVO X LEGISLATIVO.

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Distritais votam com o governo, mas discurso de alinhamento da base não convence.

De volta ao normal?

Por Lorena Pachaco para o Jornal Alô.
 

A Câmara Legislativa do DF teve um dia atípico ontem (25), considerando as últimas semanas sem votação. Foram aprovados 36 projetos de lei, tanto do Executivo, quanto de autoria dos deputados. Houve acordo para a retomada das votações, mas o clima na CLDF ainda não é de completa harmonia. Base aliada continua com problemas.
Os distritais aprovaram seis proposições do GDF, entre eles um que cria um fundo de erradicação da pobreza. Alguns créditos adicionais também foram aprovados e servirão para pagar a folha de pessoal de secretarias, administrações e, ainda, para suplementar pagamento de serviços públicos. O projeto que libera um terreno para a construção de uma agência da Caixa Econômica Federal, no Recanto das Emas, também foi aprovado.
A proposta do deputado Patrício (PT), que cria a Semana da Educação Infantil no DF, que terá início todo dia 25 de agosto. A data é o nascimento de Zilda Arns, médica e coordenadora da Pastoral da Criança. Zilda faleceu no Haiti, em 2010, trabalhando pela educação e bem-estar infantil naquele país. Segundo Patrício, a data não será apenas comemorativa, mas uma oportunidade para debates sobre a educação e apresentação de soluções. “O ensino público, infantil principalmente, sofre com deficiências que precisam ser discutidas e selecionadas. Não tenho dúvida que podemos avançar neste assunto e até acabar com o analfabetismo no DF”, disse o parlamentar.
A deputada Rejane Pitanga (PT) conseguiu uma vitória no plenário ontem. Conseguiu a aprovação de uma proposta que determina que os órgãos públicos do DF, da administração direta e indireta, observem e respeitem os nomes sociais dos transexuais. A medida visa evitar constrangimentos e permite ao servidor transgênero preencher cadastros, formulários e documentos com o nome social.
Rejane comemorou: “a sessão [ordinária] foi muito positiva. Essa é uma luta de muitos anos e fico feliz que os colegas tenham reconhecido a importância do projeto”. A deputada tinha receio de que a proposta não tivesse adesão por se tratar de um assunto controverso e que começa a avançar no País há pouco tempo.
O deputado Professor Israel (PDT) também teve um projeto aprovado. Sua proposta é que os órgãos do governo utilizem obrigatoriamente papel reciclado em seus documentos. Segundo o deputado, muita gente reclama que o papel reciclado é mais caro, mas ele afirma que com o tempo os custos cairão porque a demanda pelo material vai aumentar. “É importante criar a consciência da sustentabilidade”, afirmou Israel.
Analises
Patrício chamou os 24 deputados à sala da Presidência para colocar ordem na casa. Após três semanas sem votações e meses de reclamações, o presidente tentou acalmar os ânimos dos rebeldes, conversar com a oposição e fazer com que os deputados votem.
Apesar de falar aos quatro ventos que a atividade parlamentar vai além do plenário, Patrício sabe que não dá para não votar os projetos do governo e também os de seus pares. Créditos importantes ficaram à espera de um acordo por dias a fio, enquanto o líder do governo na CLDF, Wasny de Roure, tentava incansavelmente convencer cada um dos 24 distritais a comparecerem às sessões ordinárias.
A base aliada não é tão aliada assim. Por mais que neguem, muitos se sentem sim desprestigiados por não conseguirem os cargos supostamente prometidos pelo governador na época da campanha eleitoral. Outros querem simplesmente ser recebidos, convidados para eventos das secretarias e aparecer ao lado do governador. O que é legítimo, afinal de contas, muitos trabalharam para a eleição de Agnelo e, quando tudo ainda era lua de mel, para votar projetos de interesse do governo.
O ponto é que nos últimos dois meses as relações entre governo e base se desgastaram e começou o boicote. Agora, os deputados vindos da Polícia Civil estão “em greve”, não votam nada que beneficie exclusivamente o GDF. O acordo já entra na terceira semana.
A oposição está branda nesta legislatura. Algumas polêmicas e discussões acontecem no plenário, mas no fim do dia acabam votando muitos interesses governistas. Celina Leão até faz um barulho, mas a verdade é que o pequeno número de deputados oposicionistas faz com que sua importância também seja limitada.
Voltando à reunião, Patrício trouxe determinações do governador. Quem é base, se comporte como tal. Os deputados têm o direito de fazer suas reclamações, mas não podem deixar a população na mão. Patrício tenta atender aos pedidos de seus pares e diminuir a interferência do Buriti na CLDF. E também não cede a pressões que prejudiquem o trâmite das matérias. Como disse o presidente da Câmara anteriormente, a CLDF não é um puxadinho do Buriti. Por outro lado, ele é uma das peças-chave da articulação de Agnelo na Câmara, então uma de suas funções é tentar melhorar o diálogo ente Executivo e Legislativo. E conseguir resultados.

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