“Existe risco de tudo para quem está vivo, inclusive a morte” entrevista com Vice-governador Renato Santana

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“Não existe esse risco de não
pagar os salários. O governo está buscando soluções. Não trabalho com essa
hipótese nem o governador Rodrigo Rollemberg” 
Existe um risco real de faltar
dinheiro para pagar a folha dos servidores neste fim de ano. O que vai
acontecer se os recursos não derem para os salários? 
Não vai faltar. Existe risco
de tudo para quem está vivo, inclusive a morte. Não sabemos o que vai acontecer
com a gente amanhã. Mas vou dizer uma coisa: não existe esse risco de não
pagarmos os salários. O governo está buscando soluções. Não trabalho com essa
hipótese nem o governador Rodrigo Rollemberg. 

E o quadro apresentado no
Conselho Político de que faltam R$ 1,5 bilhão para honrar os pagamentos?
O governador divulgou uma cena
do momento. É obrigação do governo dar transparência no dia a dia. Mas vamos
trabalhar mais horas por dia para buscar uma solução.
Que solução é essa?
Uma solução que não cause dano
ao servidor e ao cidadão.
O servidor do DF pode dormir
tranquilo sem se preocupar com o salário no Natal?
Pode e deve. Os servidores
públicos são nossa força de trabalho. Se essa força de trabalho não tiver a sua
remuneração vai ficar com a perspectiva para baixo. Isso não vai acontecer.
Pelo contrário, o servidor precisa trabalhar mais, empenhar-se mais porque a
força de trabalho do governo vem desse pessoal. E é nele que nós confiamos a
solução para esse momento delicado.
Qual é a sua opinião sobre a
mudança do nome da Ponte Costa e Silva para Honestino Guimarães? Se estivesse
em suas mãos, vetaria ou sancionaria o projeto, do deputado Ricardo Vale (PT),
aprovado pela Câmara Legislativa?
Esse é um tema que não vai
mudar a nossa condição financeira, por exemplo. No passado, lá em Ceilândia,
tentaram mudar a Praça dos Eucaliptos. Até apresentaram um projeto de lei, do
nobre deputado José Edmar, e a Praça dos Eucaliptos continuou Praça dos
Eucaliptos, com os mesmos problemas da época. Se mudar o nome da ponte
significa torná-la mais segura, melhor, com manutenção efetiva, maravilha.
É uma bobagem a Câmara
discutir isso?
Não acho que é uma bobagem. O
que não podemos é dar uma proporção para a mudança de nome que não existe. Se a
maioria votou, aprovou e concordou, maravilha. Sinceramente, precisamos ter as
coisas palpáveis do mundo real agora. Essa é a discussão tem que dominar a
pauta. Temos que gastar energia para resolver o problema do salário dos
servidores.
Dá para aprovar auxílio-moradia,
alimentação e uniforme para a Polícia Civil?
Aquilo que é direito, o Estado
tem que buscar garantir. Mas nós conseguimos implementar isso agora? Os estudos
dos impactos vão dizer. Nós temos que dizer a verdade, sem enrolação, sem
aquela coisa de moeda de troca. 
Acha que o governo tem
respondido com agilidade às demandas do setor produtivo?
 
Muitos empresários
reclamam da demora e da burocracia, e que as medidas para aumento de
arrecadação, anunciadas pelo governo, levam em conta apenas cobranças de tributos
e taxas.
Primeiro, precisamos melhorar
o nosso diálogo com a sociedade. A comunicação das ações é que não está
encaixando. Por exemplo, quando se fala em IPTU, não é aumento. Brasília tem
100 mil imóveis a mais que Belo Horizonte. Mas arrecada R$ 500 milhões com
IPTU, enquanto a capital mineira arrecada R$ 2 bilhões. Por quê? O valor dos
imóveis para efeito de cobrança está muito defasado da realidade do DF.
Mas e as medidas para
realização de empreendimentos, que geram emprego, renda e aumento da
arrecadação?

Por exemplo, quem parou para
revisar o Código de Obras? Nós estamos fazendo isso. Estamos simplificando.
Esse documento está pronto. Será remetido à Câmara Legislativa. E não foi
construído apenas pelo governo. Teve o apoio da Câmara, de entidades da
sociedade civil e de todas as entidades de classe que têm interesse direito
nisso aí. Vamos simplificar a concessão de alvarás. Outro projeto pronto é com
relação ao licenciamento. Também temos um projeto de lei para desatar os nós da
construção civil.

Ana Maria Campo – Correio Web

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