Fábrica de crack em Ceilândia é fechada.

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O suspeito teria vendido, em janeiro, 24 quilos da substância, cada um deles a R$ 10 mil, para traficantes de cinco regiões do DF. Vizinhos de lote não desconfiavam do acusado



Nos cadernos de anotações encontrados com Gílson Faustino Ribeiro, chamam atenção movimentações que indicam dívidas nos valores de R$ 42 mil, R$ 47 mil e R$ 80 mil. Os rascunhos levaram a polícia a identificar o homem de 42 anos como um dos maiores produtores de crack do Distrito Federal. Ele teria preparado, apenas em janeiro, 24 quilos da droga, e comercializado cada um deles por R$ 10 mil. No momento da prisão, Goiano, como era conhecido, aprontava mais uma remessa.

“O lucro dele era de 400% por mês”, calculou o chefe da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), Celizio da Silva Espíndola. Apesar do dinheiro movimentado, o suspeito alugava uma casa simples, com quarto, sala e banheiro, no Conjunto H da QNM 10, no centro de Ceilândia. “Eu disse que não alugava para pessoas com vício, porque não queria polícia batendo na minha porta”, lamentou a dona do imóvel, de 75 anos. Ela recebia R$ 300 de aluguel todos os meses, pontualmente.

Embora o homem não saísse de casa para trabalhar, a mulher não chegou a desconfiar de suas atitudes. “Quando ele alugou, me disse que estava esperando uma vaga certa. Eu não poderia mandar embora, já que ele pagava sempre em dia”, afirmou. A residência alugada por Ribeiro dividia o lote com outras quatro famílias, que também não suspeitavam do homem. “Ninguém desconfiava do Lucas, eu até lavava as roupas dele”, disse uma vizinha, citando o nome falso com o qual o suspeito se apresentava.

No local, Ribeiro vendia o entorpecente para traficantes de Ceilândia, do Guará, de Santa Maria, de Sobradinho e do Paranoá. A localização do laboratório surpreendeu o delegado responsável pelo caso. “Os traficantes estão alugando pequenas quitinetes ou barracos em áreas residenciais, se misturando com pessoas de boa índole”, destacou Espíndola. Há três meses, agentes da 15ª DP monitoram a área do centro de Ceilândia em busca de traficantes. A prisão de Gilson é o primeiro resultado desse trabalho.



Correio Web.

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