Faculdade de Ceilândia: Preço baixo e distância longa para o almoço

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram

Luana Luizy Faculdade de comunicação UNB

Estudantes da Faculdade de Ceilândia (FCE) da Universidade de Brasília (UnB) não dispõem de Restaurante Universitário (RU) como no campus Darcy Ribeiro e precisam buscar alternativas para almoçar com qualidade e preço acessível. Para se alimentar, alguns alunos recorrem a marmitas vendidas na porta da universidade e outros trazem comida de casa. Mas a opção mais barata é utilizar o Restaurante Comunitário do Governo do Distrito Federal (GDF).
A universidade disponibiliza dois ônibus para transportar os estudantes para o Restaurante Comunitário. “A comida é boa, apenas R$ 1. O ruim é termos que nos deslocar até lá”, afirma Artur Lopes, estudante do quarto período de terapia ocupacional.
Talita Amorim
Ônibus oferecido pela universidade leva alunos ao Restaurante Comunitário

A falta de opção dentro do campus colabora para que alunos prefiram o Restaurante Comunitário. “Quando decido comer na lanchonete da universidade, gasto de R$ 5 a R$ 7 com almoço, mas a comida vendida aqui não é muito saudável. Muita gente já passou mal”, diz Wulyana Reis, aluna do terceiro período de enfermagem.
Talita Amorim
Por vezes, alunos precisam trazer comida de outros estabelecimentos para o campus
Alunos enfrentam filas para esquentar comida até com alimentos trazidos do lar, já que a FCE dispõe de apenas dois micro-ondas. “Os aparelhos disponíveis aqui partiram da iniciativa dos estudantes que se juntaram para comprar, mas perdemos muito tempo na fila para esquentar os alimentos”, comenta Giovana Oliveira, representante do Centro Acadêmico de enfermagem.
Talita Amorim
Os dois microondas não são suficientes para atender a alta demanda dos estudantes
No campus, 7% dos alunos são contemplados com auxílio alimentação de R$ 304 pela Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS), iniciativa criada pelo Governo Federal em 2010, dentro do Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) que atende as universidades federais do país. “No campus Darcy Ribeiro o estudo econômico é feito de maneira diferenciada, lá a bolsa ou é integral ou parcial, com os mecanismos que classificam os estudantes em grupo um e dois. É uma coisa que reivindicamos para que também seja adotado aqui em Ceilândia”, afirma Nadja Santos, assistente social da FCE.
Histórico
Aproximadamente 1,5 mil alunos dos cursos de enfermagem, farmácia, saúde coletiva, terapia ocupacional e fisioterapia dividem aulas entre espaço provisório, que utiliza instalações do Centro de Ensino Médio número 4 e na parte incompleta do novo campus.
O presidente da Associação dos Docentes da UnB (Adunb), Ebnézer Nogueira, afirma que a situação atual dos alunos da FCE se deve à falta de organização e planejamento das ações do Reuni. “Não se pode adotar uma política de expansão em que primeiro venha disponibilidade de cursos e vagas e só depois, a estrutura para abrigar os estudantes”, reitera.
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) recomendou que a Secretaria de Obras não renovasse contrato com a empresa responsável pela construção do campus, pois o prazo de finalização das obras já foi adiado nove vezes.
Aliemar Caetano, auxiliar administrativo do campus Ceilândia, afirma que o Restaurante Universitário está previsto para ficar pronto até o final do mês de abril. “Não acredito que isso irá acontecer, o término das obras já foi adiado várias vezes”, lamenta Artur Lopes, estudante do quarto período de terapia ocupacional.

Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: