Falta de segurança faz professores suspenderem aulas em escola de Ceilândia.

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Carro de professor foi arrombado dentro de escola
com pedaço de pau

Professores do CEF 34, em Ceilândia, no Distrito Federal, voltaram a suspender as aulas nesta terça-feira (8) em protesto contra a falta de segurança na escola. Na quinta passada, cerca de 30 docentes se reuniram em frente à regional de ensino pedindo que fossem contratados um vigilante e um porteiro para garantir a segurança no local. O grupo afirma que a instituição é depredada e que os alunos são furtados e ameaçados diariamente.

A situação da escola está gravíssima, muito tráfico de droga e muitos alunos problemáticos. Os próprios alunos estão sendo vítimas de aliciamento”
Dionísio Carvalho, professor de artes
Professor de artes, Dionísio Carvalho diz que a regional de ensino se comprometeu a enviar um vigia para a escola e que haveria policiamento entre 10h e 18h nas imediações da unidade.
“Sexta-feira tinha vigia e PM, demos aula normalmente. Segunda-feira já era outro vigia e a PM chegou no horário normal. Hoje chegamos na escola, o portão estava aberto e não tinha vigia, entrava e saía quem quisesse. Resolvemos não dar aula. A situação da escola está gravíssima, muito tráfico de droga e muitos alunos problemáticos. Os próprios alunos estão sendo vítimas de aliciamento”, disse.
A Secretaria de Educação afirmou que enviou uma equipe de técnicos para a unidade para tentar solucionar a questão no menor tempo possível.
Na semana passada, a pasta infomou que pretendia contratar um porteiro, mas que isso ainda dependia de audiência pública, prevista para ocorrer em maio. Até julho, disse a secretaria, as empresas que fornecerão esse tipo de mão de obra deverão estar contratadas. De acordo com a pasta, um levantamento está sendo feito para identificar as escolas que precisam de porteiros.
Por e-mail, a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que os cargos de porteiros e vigias foram extintos por determinação legal. “Isso significa que a pasta fica impedida de realizar concurso público para os cargos à medida que há falecimento, exoneração e aposentadoria desses servidores.”
“Quanto à situação do Centro de Ensino Fundamental 34, que fica na Expansão do Setor O, em Ceilândia, a unidade educacional será imediatamente atendida, assim que o processo legal for concluído”, diz a nota.
A professora de história Rosângela Rodrigues diz que a escola é invadida com frequência por vândalos, que depredam as instalações e ameaçam alunos e professores.
“Acontece de tudo – assaltos, roubos, vandalismo”, disse. “A reclamação é repassada para a regional e ninguém toma nenhuma providência. Vamos cruzar os braços e só vamos voltar a trabalhar depois que tivermos segurança para os alunos e professores. Não tem condições, as ameaças são constantes.”
Informações do G1

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