Falta de teste rápido para dengue contribuiu para morte de cunhada do vice do DF

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De acordo com matéria publicada no Correio Braziliense, a falta de teste rápido para dengue também afetou a enfermeira Maria Cristina
Natal Santana, 42 anos, vítima da forma hemorrágica da doença. A cunhada do
vice-governador Renato Santana não conseguiu fazer o exame por falta de
reagente no Hospital Regional de Brazlândia (HRB), segundo o prontuário da
paciente. O Correio revelou, na edição de quarta-feira, o deficit nas reservas
do insumo, mesmo dia em que a mulher faleceu. Além disso, o estoque da capital
federal conta apenas com 600 litros de biolarvicida e 280 litros de inseticida
usado nos carros fumacês utilizados no combate ao Aedes aegypti. O montante é o
suficiente para apenas dois meses. O Executivo local confirmou a queda nos
investimentos nas gerências que cuidam do setor.

Interlocutores
do Executivo local contaram à reportagem que houve confusão para a divulgação
da causa da morte de Maria Cristina. Os casos de dengue hemorrágica são
contabilizados como “dengue grave” pela Secretaria de Saúde. Contudo, nem todas
as notificações desse tipo são de dengue hemorrágica. “Não vou me omitir nem
ser irresponsável em não apontar a verdade e correr o risco de colaborar para
outros casos como esse”, completou o vice-governador Renato Santana.
Combate enfraquecido

O diretor do Fundo da Saúde do DF, Ricardo Cardoso Santos, admite a
baixa nas cifras. Contudo, explica que os programas de combate não ficaram
parados, apenas tiveram desaceração. “O foco em 2015 foi o abastecimento da
rede. Os processos da vigilância (epidemiológica) não tiveram a mesma
velocidade”, explica o contador. Os repasses para o setor vêm do Ministério da
Saúde e só podem ser aplicados na destinação específica. “O TCU (Tribunal de
Contas da União) está apurando o remanejamento de R$ 89 milhões na saúde.
Desses, R$ 1.004.076 são do controle epidemiológico”, detalhou Santos.
Segundo
o gestor do dinheiro da saúde, o orçamento prevê R$ 4.880.00 para “ações
integradas” de vigilância em saúde. Questionado sobre há dinheiro para a compra
de teste rápido para dengue, Ricardo garantiu a existência de receitas para
isso. “Temos dinheiro para comprar, não vão faltar recursos para ações de
vigilância. Inicialmente, compramos os testes pelo PDPAS, enquanto o processo
emergencial e regular tramitarem.”

*Informações de Otávio Augusto do Correio Braziliense

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