Ferrock: Patrimônio cultural de Ceilândia.

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on telegram
O Ferrock desde sua criação teve a preocupação em prestigiar novas bandas que sofrem para ter algum espaço seja na mídia, seja nos poucos eventos destinados ao rock. Inclusive o festival surgiu a partir da iniciativa de alguns moradores da Ceilândia que sentiam a necessidade de se criar espaços culturais em uma cidade que até hoje não tem muitas opções para o lazer e ainda carrega o estereótipo da violência.

Assim, o Centro Cultural Ferrock se estabeleceu com atividades culturais e sociais durante todo ano na Ceilândia, além de promover bandas regionais: “Festivais como esse são de grande importância, pois eles dão suporte as bandas locais, trazendo bandas com grandes nomes e fazendo com isso, as locais terem um pouco mais de reconhecimento, por que se elas dependerem somente de shows menores, fica bem mais difícil divulgar o trabalho deles”, diz Bodão, guitarrista da banda Zilla que se apresenta no dia 24/05 ao lado do Uriah Heep. Bodão tem uma visão otimista sobre o cenário de rock da capital: “As bandas em geral no DF vem se profissionalizando cada vez mais, fazendo músicas de qualidade a nível internacional, e também procurando produzir Cd`s ótimos, o que antigamente não acontecia muito”.

Nesta edição especial o Ferrock continuou o processo seletivo que desenvolve para escolher as bandas de cada festival. Foram 5 mil formulários distribuídos na pesquisa orientada pelo parceiro Felipe CDC. A ideia futura é criar um catálogo com grupos candangos. “O Ferrock vem ao longo dos anos promovendo, incentivando e abrindo espaço a essas bandas para se apresentarem, sempre com muita dignidade, respeito e com uma estrutura super profissional, com total desprendimento quanto a estilos, vertentes ou propostas musicais”, enaltece Félix Amorim da Stoner Babe que se apresenta na abertura do festival no dia 23/05. Considerada a primeira banda de Glam Rock de Brasília o grupo é bem conhecido nos bares de Taguatinga. A banda Ceilandense de punk rock do P. Norte, Federação Russa, confessa que a realidade para se manter uma banda de rock é bem complicada, no entanto se empolgou com a seleção para a edição desse ano: “A principal dificuldade é a financeira pois os instrumentos e estúdios no brasil são caros, e com certeza a dedicação e amizade dos integrantes melhora bastante o convívio . É a realização de um sonho tocar no Ferrock por que são muito pouco as oportunidades hoje em dia para as bandas alternativas”, afirma o guitarrista e vocal Bruno.
Outro fator importante trazido pelo Ferrock nos últimos anos é a produção de shows de bandas internacionais. Napalm Death, Suffocation, Johnny Winter são alguns desses nomes que dividiram o palco com os grupos aqui do DF. “Será uma noite reluzente típica de sensações ímpares. Até porque temos expectativas de sentir no presente a energia clássica de uma banda de hard rock dos anos 70, na qual está no rol de nossas influências. Oportunidade também de captar as execuções de grandes clássicos da banda, e transpassar tudo isso”, conta Romário da banda Pequi sobre o aguardado show do Uriah Heep no sábado. O Ferrock ainda terá mais uma edição neste ano no dia 15 de novembro e promete atrações de peso, aguardem.


Perfil Pessoal Ferrock



Deixe uma resposta

Veja Também:

Últimas Postagens

Siga-nos nos Facebook

%d blogueiros gostam disto: